VLADY OLIVER
Existem certas ideias que só podem dar certo se forem hegemônicas. O preço de um comercial de tevê, por exemplo. Foi-se o tempo onde a emissora da vez impunha um custo qualquer em sua produção e simplesmente dividia esse custo pelo preço do comercial exibido naquele horário, ditando a tabela e as regras do jogo. Tem faltado hoje combinar com os russos.
Também não apoiaria quem propõe que simplesmente deixemos de pagar os impostos, sem a devida contrapartida judicial para legitimar a atitude. Seria muita espuma para pouco gaiato no navio, querendo mais que quem resolveu bancar o herói frente à derrama seja o primeiro a perder o rabo no cadafalso. Da mesma forma, o projeto vagabundo de poder do PT só funcionaria se fosse hegemônico.
O escoicear da verdade que essa gente promove por aqui tem por objetivo silenciar a oposição, certo? O problema é que não somos Cuba, Venezuela ou outro quintal qualquer. Não é fácil ludibriar 200 milhões de pessoas, já arrumadas numa sociedade tecnicamente mais evoluída. Especialmente se a força de coerção dessa massa se resume a um ônibus fretado de gaiatos lotados de mortadela pública e arrotando essa tubaína barata paga pelo erário para nos constranger e nos intimidar.
No momento, forças contrárias a isso aí inflam seus bonecões de posto, marcham a pé até Brasília para entregar pedidos de impeachment e mostram nas redes sociais uma inventividade no combater a essa desgraceira que me faz reencontrar-me com o Brasil, esse gigantão inzoneiro que não para de ser roubado e feito de besta. com muita ginga e malemolência. Até aqui o tabuleiro de forças se resumiu aos gestos e intenções.
Nessa simbologia marreta, o preparar dos “exércitos” para o confronto anunciado tem muito da teoria do grito: grite alto para assustar seu oponente; caso não funcione, caso contrário, prepare as pernas para correr. Ao PT só sobrou isso para manobrar. É patético ver juízes em Berlim, esquerdistas em botão, figurões do partido da estrelinha na cueca tentando uma hegemonia inexistente, quando sabemos que a verdade não lota uma kombi de alinhados e apaniguados com essa roubalheira toda.
Não sei como será o pós-Dilma, mas será uma coisa asquerosa, para as instituições que não se dignaram a cair de pé. Todos de quatro, sendo defenestrados por telefone e maltratados pela megera ostentando um chicotinho indecente, com uma estrelinha na ponta, tal qual uma tiazinha com sobrepeso e fora de época, a dona que quer bulir com o país inteiro também esqueceu de combinar com os russos sua apoteose indecente.
É claro que não vai dar certo. Se as pessoas acham, no entanto, que a retirada é estratégica, como quer o botocudo botocado Lula, eu diria que isso vai deixar marcas indeléveis na sociedade que se desdobrarão em forças ainda mais contundentes contra a vigarice profissional que professam todos estes políticos, irmãozinhos na criminalidade. A desarmonia do samba vem aí. Preparem as cuícas e as cuecas que, daqui pra frente, não vai ser fácil enganar o próximo, especialmente se ele estiver muito próximo.
O PT foi o ápice de uma roubalheira oceânica. Nem assim conseguiu transformar o bananão numa sucursal picareta de Cuba. Vai demorar para ser pior que isto, mas o país é insuperável na produção de idiotas, lacaios, pulhas e vigaristas, aglutinados nas mais diversas seitas e ajuntamentos. Não tem pra ninguém nessa quadrilha. Pra frente, Brasil!!! A pirambeira é logo ali.
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