quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Dilma cerca PMDB contra impeachment, mas Temer pode estar mais solto do que Cunha
A Folha informa:
“A iniciativa de Dilma Rousseff de chamar o vice Michel Temer e os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, para conversas em particular foi uma tentativa de mostrar que não está isolada e sem reação diante da crise que corrói seu governo. A presidente quer, ainda, evitar que o PMDB se una em torno da ideia de iniciar um processo de impeachment – negociação que corre nos bastidores da Câmara, com expoentes de vários partidos da base aliada.”
Dilma recebeu um ‘não’ de Temer para reassumir a articulação política, porque o vice se sentiu traído nas discussões sobre cortes de ministérios e volta da CPMF. Um artigo no jornal diz que ele se convenceu, como esperamos, “de que há uma grande chance de virar um novo Itamar Franco”, assumindo o governo após o impeachment, como fez o vice de Collor em 1992.
Já a aproximação com Cunha teve ao menos um efeito imediato: o peemedebista dissuadiu a oposição de levar adiante um requerimento de criação de uma comissão externa para visitar a gráfica fantasma VTPB, em São Paulo, suspeita de fraude pelo recebimento de R$ 22,9 milhões da campanha de Dilma no ano passado.
Os oposicionistas desejavam criar um fato político de apoio ao ministro Gilmar Mendes, que voltou a pedir a investigação da gráfica a Rodrigo Janot, mas, por ter estado com Dilma na véspera, Cunha justificou, segundo O Globo, que não queria tomar decisão que pudesse aparentar ser mais uma investida contra o governo.
A amarelada de Cunha levanta suspeitas, mas pode ter sido apenas um teatro temporário e estratégico (que, aliás, não impede os políticos de visitarem a gráfica e tirarem uma fotinho).
Temer e Luiz Fernando Pezão marcaram uma reunião do partido para a próxima terça-feira na vice-presidência, com a participação de Cunha, Renan Calheiros e sete governadores peemdebistas; e o objetivo oficial, segundo a coluna Radar, é de “traçar uma estratégia conjunta para a relação do PMDB com o governo Dilma”.
Espero que Cunha e o novo Itamar Franco convençam seus coleguinhas a derrubar a petista, a despeito dos apelos de seus cúmplices, Pezão e Renan.
Se não chover, o PSDB vem atrás.
Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil
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