Monteiro está sentado à beira do abismo. Suas
pernas balançam no ar chutando bolas invisíveis. Não se encontra mais consigo
mesmo, é o dia de maior desespero. Olha para suas mãos calejadas, suas unhas
sujas de terra e grita silenciosamente se tudo que fez valeu a pena. Retira do
bolso da camisa e relê o telegrama que trouxe a notícia da morte de seu filho
único. O punhal é cravado de novo, mais fundo. Não suporta. Basta. Deixa seu
corpo pesado cair no abismo em busca da leveza da vida sem dor.
quinta-feira, 12 de julho de 2018
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Dois mendigos embriagados aconchegados num beco, um deles rabiscando num velho caderno emporcalhado. -Está escrevendo o que aí? -...
-
INÚTEIS Alguns seres inúteis Servem apenas para incomodar os demais Seus cérebros desprovidos de neurônios Carregam belzebus intracranianos...
-
Criar é dor de parto E o filho nascido Quase sempre é um monstrinho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.