Naquela noite
Ted caminhava pelo centro de São Paulo observando os notívagos de longas
passadas, os baixotes de passos curtos, homens e mulheres de todas as cores,
quando ouviu gritos de socorro de uma mulher que era agredida dentro de um
automóvel. Ela berrava em desespero, como uma desvairada em fogo. Ted abriu a
porta e puxou o agressor para fora mandando ele parar com as agressões. O homem
reagiu tentando soqueá-lo; não conseguindo apelou para uma faca. Ted deu-lhe
primeiramente umas bordoadas e atirou nele duas vezes, um tiro em cada perna. A
raiva do agressor foi transformada em gemidos. A mulher que pedia por socorro
passou a agredir verbalmente seu socorrista por ter atirado no seu namorado;
Corno! Filho da puta! Bandido! Logo ela também passou dos impropérios aos
gemidos após levar dois tiros, um em cada braço, para segundo Ted, “deixar de ser mulher de malandro.” Os
passantes observavam atônito o acontecimento, a chegada do Samu fazendo
barulho, também viaturas da polícia enquanto Ted dobrava a esquina e seguia sem
caminho.
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