Monteiro
está sentado à beira do abismo. Suas pernas balançam no ar chutando bolas
invisíveis. Não se encontra mais consigo mesmo, é o dia de maior desespero.
Olha para suas mãos calejadas, suas unhas sujas de terra e grita
silenciosamente se tudo que fez valeu a pena. Retira do bolso da camisa e relê
o telegrama que trouxe a notícia da morte de seu filho único. O punhal é
cravado de novo, mais fundo. Não suporta. Basta. Deixa seu corpo pesado cair no
abismo em busca da leveza da vida sem dor.
sábado, 22 de abril de 2017
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
HAIKAI Quando criança eu era feio Mas o tempo pode mudar tudo Hoje eu sou horrível.
-
Hermes sofria bullying na escola por causa dos seus braços compridos, sendo que os cotovelos davam nos joelhos. Então no Dia dos Namorados, ...
-
NO BOLSO Não parece doença Mas é das bravas Que toma o sujeito pela mente E o conduz gentilmente A ser um contribuinte compulsório Dos proc...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.