Amaro
era um homem correto; nunca havia saído da linha, nunquinha. Num sábado ficou
só, a esposa Amália fora visitar a mãe. Ele então foi dominado nos encantos de
uma vizinha separada, linda que só. Corpão
daqueles de derreter sorvete no copinho. Caiu em tentação e foi ao motel com
ela, todo feliz com o material que levava. Primeira vez fora da estrada, mas
com carrão top de linha. Pega aqui, pega lá, os dois peladinhos quando um
terrorista filho da puta explodiu o motel. Pois azar do Amaro que morreu; foi
que ele rodou nos comentários como hipócrita e safado, como se tranqueira
fosse. E saber que nem deu tempo para molhar o biscoito.
sábado, 22 de abril de 2017
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