domingo, 6 de novembro de 2016
AMARO, O CERTINHO
Amaro era um homem correto, nunca havia saído da linha, nunquinha. Num sábado ficou só, a esposa Amália foi visitar a mãe. Ele foi dominado nos encantos de uma vizinha separada, linda que só, corpão daqueles de derreter sorvete no copinho. Caiu em tentação e foi ao motel com ela, todo feliz com o material que levava. Primeira vez fora da estrada, mas com carrão top de linha. Pega aqui, pega lá, os dois peladinhos quando um terrorista filho da puta explodiu o motel. Pois azar do Amaro que morreu foi que ele rodou nos comentários como hipócrita e safado, como se tranqueira fosse. E saber que nem deu tempo para molhar o biscoito.
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