quinta-feira, 6 de junho de 2019

A ARTE REFINADA DE DETECTAR MENTIRAS


A ARTE REFINADA DE DETECTAR MENTIRAS

A compreensão humana não é um exame desinteressado, mas recebe infusões da vontade e dos afetos; disso se originam ciências que podem ser chamadas” ciências conforme a nossa vontade”. Pois um homem acredita mais facilmente no que gostaria que fosse verdade. Assim, ele rejeita coisas difíceis pela impaciência de pesquisar; coisas sensatas, porque diminuem a esperança; as coisas mais profundas da natureza, por superstição; a luz da experiência, por arrogância e orgulho; coisas que não são comumente aceitas, por deferência à opinião do vulgo. Em suma, inúmeras são as maneiras, às vezes imperfectíveis, pelas quais os afetos colorem e contaminam o entendimento.

Francis Bacon, Novum Organon (1620)

ESTADO


“ Em primeiro lugar deve vir o cidadão que trabalha e produz, seja empregado ou empregador; só depois deve vir o estado.  Sem geração de riquezas e tributos não existe o estado. ” (Ricardo Burton)

PODEM CHOVER MARRETAS DO CÉU


Podem chover marretas do céu que não abrirão as cabeças contaminadas pelo estatismo que atrofia o crescimento. O estado provedor é para eles vida e morte, não sabem viver fora disso. Desconhecem o trabalho para montar uma empresa, pagar aluguel, fornecedores e funcionários, os impostos em cascata e o custo imenso da legislação trabalhista obsoleta. Ter que aturar muitos fiscais frustrados querendo tirar uma casquinha em qualquer detalhe, por certo não sabendo o que seja perder noites de sono porque as vendas estão fracas e não há dinheiro em caixa para honrar os compromissos. Os estatistas não sabem nada disso pois nunca arriscaram nada. Sabem sim que mamam em teta gorda, e querem continuar assim vivendo do estado monstro, matando quem produz aos poucos, tudo para manter seus empregos bem pagos, e se possível eternizando-se no poder, fazendo do assistencialismo sem contrapartida um grande curral eleitoral.

DARWIN


É mais frequente que a confiança seja gerada pela ignorância do que pelo conhecimento: são os que conhecem pouco, e não os que conhecem muito, os que afirmam tão positivamente que este ou aquele problema nunca será solucionado pela ciência.

Charles Darwin, introdução, The descent of man (1871)

ENCANTAMENTO CONTRA DOR DE DENTE


ENCANTAMENTO CONTRA DOR DE DENTE
Na antiguidade, nos costumes e nas conversas do dia-a-dia, os acontecimentos mais mundanos eram relacionados com os principais eventos cósmicos. Um exemplo interessante é o encantamento contra o verme que os assírios de 1.000 a.C. imaginavam que provocava a dor de dente. Ele começa com a origem do universo e termina com a cura para a dor de dente:

Após Anu ter criado os céus, 
E os céus terem criado a terra, 
E a terra ter criado os rios, 
E os rios terem criado os canais, 
E os canais terem criado o pântano,
E o pântano ter criado o verme, 
O verme procurou Shamash chorando, 
Suas lágrimas se derramando diante de Ea: "O que me darás como comida, O que me darás para beber?" 
"Eu te darei o figo seco E o damasco." 
"O que representam eles para mim? O figo seco E o damasco! Eleve-me, e entre os dentes 
E as gengivas deixe-me morar!...
"Por teres dito isto, ó verme, Possa Ea destruir-te com a força da Sua mão!

(Encantamento contra dor de dente).

O tratamento: Cerveja de segunda classe... e óleo que tu deverás misturar; O encantamento, tu deverás recitá-lo três vezes seguidas e então colocar a poção sobre o dente.

Nossos ancestrais ansiavam compreender o mundo, mas não conseguiram encontrar um método. Imaginaram um universo pequeno, fantástico e arrumado, no qual as forças dominantes eram deuses como Anu, Ea e Shamash. Neste universo os seres humanos desempenharam um papel importante, senão central. Estamos intimamente entrosados com o resto da natureza. O tratamento da dor de dente com cerveja de segunda classe estava associado aos mais profundos mistérios cosmológicos. 

Fragmento do livro COSMOS, de Carl Sagan


DEMOCRACIA RUSSA


Putin: É muito cedo para decidir se eu vou correr para a reeleição . Mas não demasiado cedo para decidir os resultados.      


METÁFORA CUBANA
Um homem morreu e foi enviado para o paraíso. Depois de um tempo, ele ficou entediado com o paraíso, com o silêncio eterno, abundância de flores, ausência de preocupações. Então ele pediu para deixá-lo visitar o inferno como um turista. Deus concordou. No inferno ele viu pessoas jogando cartas, bebendo  e fazendo amor. Ele gostou muito e ao retornar ao paraíso pediu uma transferência para o inferno para sempre. Deus concordou. Assim que ele apareceu no portão do inferno, os demônios o agarraram e o empurraram para dentro de um barril com alcatrão quente.
"Pare! Eu estava aqui com uma visita e vi as pessoas bebendo run, bem alimentados, jogando cartas, fazendo amor".
"Não confunda a área designada para turistas e sustentada pelo Departamento de Propaganda com esta área aqui que é para residentes".