terça-feira, 4 de outubro de 2016
PLEBISCITO O SUL É MEU PAÍS-95% dos que votaram no plebiscito querem independência do Sul
O plebiscito feito no PR, SC e RS no sábado, revelou que 95% dos eleitores que votaram cravaram no "sim" pela independência do Sul.
VOTANTES- 616.916
SIM- 590.694
NÃO- 26.253
VOTANTES- 616.916
SIM- 590.694
NÃO- 26.253
O ANTAGONISTA- Por que a PGR não quis a delação de Danielle
A delação de Danielle Fonteles, da Pepper, foi feita pela Polícia Federal. A PGR fez de tudo para evitar sua homologação, porque não queria perder o monopólio das negociações de acordos de colaboração.
A decisão de Herman Benjamin, do STJ, coloca o debate em outro patamar. E o STF está muito interessado no caso.
O ANTAGONISTA- DANIELLE ENTREGOU DILMA
Danielle Fonteles confirmou, em delação à PF, que a Andrade Gutierrez pagou por serviços para a campanha de Dilma Rousseff. Os famosos R$ 6 milhões delatados por ex-executivos da empreiteira na Lava Jato.
Ela também admitiu repasses da Queiroz Galvão para uma conta na Suíça.
SERVENTIA
Labutar num
escritório
Nem pensar
pelo tédio
Trabalho
braçal
Achava pesado
Tentou ser
cantou
Mas não tinha
voz
Tentou ser
ator
Porém não
tinha talento
Então
resolveu ser chupim de político
Trabalho que
serve para qualquer jumento.
ZÉ BOCHECHA
Zé Bochecha fazia jus ao nome. Antes de completar a
maioridade já conseguia carregar nelas uma maçã, dois pêssegos, três bananas,
três picolés no palito e um quilo de açúcar. Merreca , o grande traficante da Vila
Uru viu futuro no menino e colocou-o para fazer entregas de pó no centro da
cidade. Ninguém imaginava que por dentro daquelas bochechas transitavam drogas em
grande quantidade. Deu certo e tudo andou nos conformes. Depois Merreca o usou para trazer quilos de
farinha da Bolívia. Zé melhorou de vida, comprou carro, casa e conseguiu inúmeras
namoradas. Estava num vidão que só. Aí outros traficantes souberam do Bochecha e passaram
a fazer proposta para ele mudar de lado. Muito dinheiro, muito mesmo. O olho
cresceu uma enormidade e não demorou para pular da barca. Mas ele sabia das
consequências, Merreca não iria deixar barato, e não deixou. Dentro de um mês foram três tentativas de
assassinato. Escapou por pouco. Bochecha
apavorou , vendeu tudo e se mandou para Manaus. Hoje é pescador no Rio Negro, e
usa as enormes bochechas para carregar iscas e peixes menores de dois quilos.
DO BAÚ DO JANER CRISTALDO- NOBEL: MAIS UM EMBUSTE
Na França, Itália e Espanha há muitos bares e restaurantes que se gabam de ter acolhido Ernest Hemingway em suas mesas. Os bares são muitos, me recordo agora de dois: La Closerie de Lilás, em Paris, e o Harry's Bar, em Veneza. Não vou negar que tenha freqüentado tais casas. Mas o título que ostentavam sempre me incomodou. No Arco de Cuchilleros, junto à Plaza Mayor, em Madri, encontrei um restaurante que gostei de cara. Em sua entrada está escrito:
Hemingway jamás estuvo acá
Gostei, mas não tive muita chance de freqüentá-lo. Ocorre que fica ao lado do Sobrino de Botín, considerado o mais antigo restaurante do mundo e que tem em seu cardápio pelo menos dois pratos que valem uma visita a Madri: o cordero lechal e o cochinillo. E quem um dia comeu estas iguarias no Botín, nunca deixa de bater ponto quando passa em Madri. Mesmo que o Hemingway tenha estado lá.
Nunca tive maior apreço pela sua literatura. Gostei de O Velho e o Mar, quando jovem. Suponho que não sentiria o mesmo hoje. Outras obras, como Adeus às Armas, Por Quem os Sinos Dobram, Paris é uma Festa, jamais me tocaram. Nunca me agradou o modo de narrar do autor, particularmente seus diálogos artificiais. Tampouco consegui entender os leitores que viam nele um grande escritor. Em seu livro sobre Paris, publicado postumamente, nunca consegui ver a Paris onde vivi quatro anos.
Quanto ao homem, meu apreço era ainda menor. Voluntário da Cruz Vermelha na Guerra Civil espanhola, Hemingway tomou o partido dos comunistas. Escritor que toma partido do totalitarismo deveria ser banido da espécie humana. Tampouco escreverá obra que convença. Apesar de ter sido chofer de ambulância, Hemingway tomava ares de vieux combattant. Um seu contemporâneo, o francês André Malraux, foi mais longe. Dizia ter sido chefe de esquadrilha da aviação republicana, quando se sabe que jamais combateu na Espanha.
Uma carta de Hemingway, data de 27 de agosto de 1947 e enviada a seu editor Charles Scribner, nos revela melhor o homem. Divulgada pelo jornalista alemão Rainer Schmitz, da revista Focus, o documento revela um vulgar e covarde criminoso de guerra. Na carta, Hemingway afirma ter matado um prisioneiro alemão que ousou desafiá-lo. "Você não vai me matar, porque tem medo e pertence a uma raça de degenerados", teria dito o alemão. "Você está errado, disse, e atirei três vezes, primeiro no estômago e depois na cabeça, fazendo cuspir seus miolos pela boca", diz em sua cara o futuro prêmio Nobel.
Em uma outra carta, escrita três anos depois e dirigia ao professor Arthur Mizener, da Universidade de Cornell, Hemingway descreve outras proezas de guerra. "Fiz alguns cálculos e posso afirmar com precisão ter matado 122 alemães." Um deles, segundo o escritor, foi um jovem de 16 anos, baleado ao tentar fugir de bicicleta.
Bravata ou fato? Se matou 122 alemães, em combate é que não foi. Qualquer das duas hipóteses é pouco recomendável a um escritor que recebeu a láurea maior do Ocidente conferida aos humanistas que a Svenska Akademie reconhece como tais. Mais um embuste se junta à lista de grandes vigaristas laureados com os Nobéis da Paz e da Literatura: Mikahil Cholokhov, Martin Luther King, Pablo Neruda, Ribogerta Menchú, Tenzin Gyatso, Saramago, Arafat, Madre Teresa de Calcutá, Wangari Maathai e Günter Grass.
Seria interessante ver se, nos próximos anos, os restaurantes europeus se orgulharão de contar entre seus comensais um assassino frio, que diz ter matado mais que muito nazista de alto coturno.
Hemingway jamás estuvo acá
Gostei, mas não tive muita chance de freqüentá-lo. Ocorre que fica ao lado do Sobrino de Botín, considerado o mais antigo restaurante do mundo e que tem em seu cardápio pelo menos dois pratos que valem uma visita a Madri: o cordero lechal e o cochinillo. E quem um dia comeu estas iguarias no Botín, nunca deixa de bater ponto quando passa em Madri. Mesmo que o Hemingway tenha estado lá.
Nunca tive maior apreço pela sua literatura. Gostei de O Velho e o Mar, quando jovem. Suponho que não sentiria o mesmo hoje. Outras obras, como Adeus às Armas, Por Quem os Sinos Dobram, Paris é uma Festa, jamais me tocaram. Nunca me agradou o modo de narrar do autor, particularmente seus diálogos artificiais. Tampouco consegui entender os leitores que viam nele um grande escritor. Em seu livro sobre Paris, publicado postumamente, nunca consegui ver a Paris onde vivi quatro anos.
Quanto ao homem, meu apreço era ainda menor. Voluntário da Cruz Vermelha na Guerra Civil espanhola, Hemingway tomou o partido dos comunistas. Escritor que toma partido do totalitarismo deveria ser banido da espécie humana. Tampouco escreverá obra que convença. Apesar de ter sido chofer de ambulância, Hemingway tomava ares de vieux combattant. Um seu contemporâneo, o francês André Malraux, foi mais longe. Dizia ter sido chefe de esquadrilha da aviação republicana, quando se sabe que jamais combateu na Espanha.
Uma carta de Hemingway, data de 27 de agosto de 1947 e enviada a seu editor Charles Scribner, nos revela melhor o homem. Divulgada pelo jornalista alemão Rainer Schmitz, da revista Focus, o documento revela um vulgar e covarde criminoso de guerra. Na carta, Hemingway afirma ter matado um prisioneiro alemão que ousou desafiá-lo. "Você não vai me matar, porque tem medo e pertence a uma raça de degenerados", teria dito o alemão. "Você está errado, disse, e atirei três vezes, primeiro no estômago e depois na cabeça, fazendo cuspir seus miolos pela boca", diz em sua cara o futuro prêmio Nobel.
Em uma outra carta, escrita três anos depois e dirigia ao professor Arthur Mizener, da Universidade de Cornell, Hemingway descreve outras proezas de guerra. "Fiz alguns cálculos e posso afirmar com precisão ter matado 122 alemães." Um deles, segundo o escritor, foi um jovem de 16 anos, baleado ao tentar fugir de bicicleta.
Bravata ou fato? Se matou 122 alemães, em combate é que não foi. Qualquer das duas hipóteses é pouco recomendável a um escritor que recebeu a láurea maior do Ocidente conferida aos humanistas que a Svenska Akademie reconhece como tais. Mais um embuste se junta à lista de grandes vigaristas laureados com os Nobéis da Paz e da Literatura: Mikahil Cholokhov, Martin Luther King, Pablo Neruda, Ribogerta Menchú, Tenzin Gyatso, Saramago, Arafat, Madre Teresa de Calcutá, Wangari Maathai e Günter Grass.
Seria interessante ver se, nos próximos anos, os restaurantes europeus se orgulharão de contar entre seus comensais um assassino frio, que diz ter matado mais que muito nazista de alto coturno.
sexta-feira, setembro 29, 2006
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