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quarta-feira, 6 de abril de 2016
Emil Cioran
Renunciar à Sede de Poder
Quem não conheceu a tentação de ser o primeiro na cidade nada compreenderá do jogo político, da vontade de submeter os outros para deles fazer objectos, nem adivinhará os elementos de que é composta a arte do desprezo. A sede de poder, raros são os que não a tenham num grau ou noutro experimentado: é-nos natural, e contudo, se a considerarmos melhor, assume todos os carácteres de um estado mórbido do qual apenas nos curamos por acidente ou então por meio de um amadurecimento interior, aparentado com o que se operou em Carlos V quando, ao abdicar em Bruxelas, no topo da sua glória, ensinou ao mundo que o excesso de cansaço podia suscitar cenas tão admiráveis como o excesso de coragem. Mas, anomalia ou maravilha, a renúncia, desafio às nossas contantes, à nossa identidade, sobrevém somente em momentos excepcionais, caso limite que satisfaz o filósofo e perturba profundamente o historiador.
Emil Cioran, in 'História e Utopia'
Do Baú do Janer Cristaldo- ELZA PODE- 30 de setembro de 2007
No dia 24 de abril do ano passado, o professor de ciências políticas da Universidade de Brasília Paulo Kramer referiu-se a negros americanos como "crioulada". O episódio ocorreu durante uma aula de Teoria Política Moderna, ao explicar as políticas assistenciais implementadas nos Estados Unidos na década de 60: "Não adianta dar dinheiro para essa crioulada". Sete estudantes dos cerca de 20 que fazem parte da turma de TPM pediram o afastamento de Kramer ou a abertura de uma nova turma. Acusado de racismo, o professor Kramer acabou sendo condenado pela direção a trinta dias de suspensão, pena convertida em multa de R$ 1.750.
Nesta semana, dizia a cantora Elza Soares, na Folha de São Paulo: "Eu olho e não vejo minha família. Cadê a negrada? Ligo a TV e saltam uns olhos azuis em cima de mim". Imagine um branco falando em negrada em entrevista a um grande jornal. Dia seguinte, o Correio dos Leitores estará repleto de cartas de protestos. Sem falar em um eventual processo por racismo. Estamos chegando a um absurdo momento em que uma palavra, se dita por um branco é racismo, se dita por um negro não provoca reação alguma.
Eu, pessoalmente, já não falo em negrada. Prefiro afrodescendentada.
Nesta semana, dizia a cantora Elza Soares, na Folha de São Paulo: "Eu olho e não vejo minha família. Cadê a negrada? Ligo a TV e saltam uns olhos azuis em cima de mim". Imagine um branco falando em negrada em entrevista a um grande jornal. Dia seguinte, o Correio dos Leitores estará repleto de cartas de protestos. Sem falar em um eventual processo por racismo. Estamos chegando a um absurdo momento em que uma palavra, se dita por um branco é racismo, se dita por um negro não provoca reação alguma.
Eu, pessoalmente, já não falo em negrada. Prefiro afrodescendentada.
FIM
Penso que assim como eu muitos brasileiros estão órfãos politicamente falando. Nenhum desses partidos nos representa. De tão indignado, olho para meu título de eleitor com vontade de meter fogo nele.
Somos um país de acomodados, interesseiros e covardes, salvo alguns bravos.
A podridão vermelha organizada nos domina.
E o brasileiro médio sequer é capaz de perguntar: onde isso deu certo? Aonde isso nos levará?
Somos um país de acomodados, interesseiros e covardes, salvo alguns bravos.
A podridão vermelha organizada nos domina.
E o brasileiro médio sequer é capaz de perguntar: onde isso deu certo? Aonde isso nos levará?
Sem o povo nas ruas não dá
Vamos ser uma nova Venezuela.
Cadê o povo nas ruas? Povo mesmo, não apenas alguns abnegados. Estamos nos entregando pra turma que chupa no estado, parasitas sindicais, escória sem lastro de moral. MST e propagadores de um regime mais ultrapassado que tomar banho de tonel.
Somos milhões, eles alguns milhares, mas a maioria dos bons só luta no sofá.
Cadê o povo nas ruas? Povo mesmo, não apenas alguns abnegados. Estamos nos entregando pra turma que chupa no estado, parasitas sindicais, escória sem lastro de moral. MST e propagadores de um regime mais ultrapassado que tomar banho de tonel.
Somos milhões, eles alguns milhares, mas a maioria dos bons só luta no sofá.
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