Li que Nicole Kidman não foi convidada para o casamento da filha na cientologia, seita do marido Tom Cruise.
Fica cada vez mais claro que Tom Cruise, garoto propaganda de tal aberração é um idiota.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
EUA investigam um esquema de corrupção milionário na ONU
A Justiça dos Estados Unidos investiga a existência de um esquema de corrupção nas Nações Unidas, publica nesta terça-feira o The Wall Street Journal (WSJ). De acordo com a reportagem, funcionários do alto escalão teriam recebido propina de empresários chineses. Citando fontes ligadas à investigação, os pagamentos estariam vinculados ao desenvolvimento de projetos do setor imobiliário em Macau, na China.
Além disso, as prisões no mês passado de um magnata do setor imobiliário da antiga colônia portuguesa e de seu assessor estariam vinculadas ao esquema fraudulento. "Espera-se que se anunciem acusações formais a partir desta terça contra outras pessoas, entre eles funcionários atuais e antigos da ONU", reporta o WSJ.
A investigação está sendo conduzida pelo escritório do promotor de Nova York, Preet Bharara, e pela polícia federal americana (FBI). No dia 19 de setembro, o magnata imobiliário de Macau, Ng Lap Seng, e seu assessor, Jeff C. Yin, foram detidos acusados de mentir para as autoridades alfandegárias dos EUA em relação à finalidade de mais de 4,5 milhões de dólares (mais de 18 milhões de reais) que tinham aportado no país desde 2013.
O magnata é o presidente do grupo Sun Kian Ip, uma corporação privada com sede em Macau que conta com uma fundação em Nova York. Além disso, o empresário tem grande influência política tanto em Macau como no governo de Pequim. Através da fundação, Ng Lap Seng trabalhou em várias ocasiões com o escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul, dedicado à promoção de acordos econômicos e políticos entre países em desenvolvimento. Nos documentos que a Justiça americana apresentou contra os dois acusados, a quantia que transferiram para os EUA com destino a pessoas físicas e jurídicas desde 2010 está estimada em mais de 19 milhões de dólares (80 milhões de reais)
O magnata é o presidente do grupo Sun Kian Ip, uma corporação privada com sede em Macau que conta com uma fundação em Nova York. Além disso, o empresário tem grande influência política tanto em Macau como no governo de Pequim. Através da fundação, Ng Lap Seng trabalhou em várias ocasiões com o escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul, dedicado à promoção de acordos econômicos e políticos entre países em desenvolvimento. Nos documentos que a Justiça americana apresentou contra os dois acusados, a quantia que transferiram para os EUA com destino a pessoas físicas e jurídicas desde 2010 está estimada em mais de 19 milhões de dólares (80 milhões de reais)
VEJA
O GRANDE ASSALTO
O GRANDE ASSALTO
Por dias os ladrões espreitaram para entrar na casa dos Oliveiras. Fizeram revezamento no monitoramento. Hora de saída, hora de entrada, quantas pessoas,guardas, alarmes, câmeras e cães. Todos os passos dos proprietários foram devidamente mapeados. Finalmente chegou o dia de invadir e roubar. Renderam os guardas, acalmaram os cães com medicamentos e desligaram com eficiência o sistema de segurança. Os três larápios entraram na residência cientes de fariam um grande trabalho; muita grana e jóias. Seria o golpe do ano, depois sim muita festa na praia. Armas em punho entraram na casa para o assalto tanto planejado. Foram então eles surpreendidos por mais de quarenta homens na sala, todos bem armados, sarados e nus, de membros devidamente eretos e cantando alegremente “O FIOFÓ DE VOCÊS É NOSSO”.
Por dias os ladrões espreitaram para entrar na casa dos Oliveiras. Fizeram revezamento no monitoramento. Hora de saída, hora de entrada, quantas pessoas,guardas, alarmes, câmeras e cães. Todos os passos dos proprietários foram devidamente mapeados. Finalmente chegou o dia de invadir e roubar. Renderam os guardas, acalmaram os cães com medicamentos e desligaram com eficiência o sistema de segurança. Os três larápios entraram na residência cientes de fariam um grande trabalho; muita grana e jóias. Seria o golpe do ano, depois sim muita festa na praia. Armas em punho entraram na casa para o assalto tanto planejado. Foram então eles surpreendidos por mais de quarenta homens na sala, todos bem armados, sarados e nus, de membros devidamente eretos e cantando alegremente “O FIOFÓ DE VOCÊS É NOSSO”.
ENGAIOLADO
ENGAIOLADO
O domingo era de sol. Poucas pessoas estavam na praça naquela hora. Enquanto o pipoqueiro gritava, o guarda municipal dormia num banco sombreado. Um pombo manso catava milho pela calçada. Crianças brincavam na areia com baldes e pás. Era um domingo normal, como outro qualquer já passado. Foi quando passou por mim um pássaro enorme carregando um homem numa gaiola. O homem preso não gritava, não cantava. Através das grades da sua prisão vi apenas duas lágrimas caindo dos seus olhos. Mas o pássaro proprietário parecia feliz.
O domingo era de sol. Poucas pessoas estavam na praça naquela hora. Enquanto o pipoqueiro gritava, o guarda municipal dormia num banco sombreado. Um pombo manso catava milho pela calçada. Crianças brincavam na areia com baldes e pás. Era um domingo normal, como outro qualquer já passado. Foi quando passou por mim um pássaro enorme carregando um homem numa gaiola. O homem preso não gritava, não cantava. Através das grades da sua prisão vi apenas duas lágrimas caindo dos seus olhos. Mas o pássaro proprietário parecia feliz.
Aperto financeiro força consumidores a devolver casa e carro financiados- Sobe 19% casos de retomada de veículos, já desistência de imóveis na planta salta 30%
Heloísa Mendonça, EL País
Em um auditório cheio em Guarulhos, Meire Camargo, de 48 anos, observa atentamente como o leiloeiro tenta vender ao público presente e a outros milhares de internautas um Fiat Bravo. "Posso vender? Ninguém quer dar mais? Olha que ele é branco e a cor está na moda. Dou-lhe duas, dou-lhe três, vendido!". Não é a primeira vez que a empresária comparece ao local, mas desta vez está de olho em uma boa oportunidade para comprar o primeiro carro do filho.
"Em tempos de crise, não está fácil pagar um automóvel novo, é preciso procurar uma alternativa, temos que garimpar por aí", conta. Além disso, ela explica que escolheu o local porque grande parte dos veículos que seria leiloada foi apreendida de pessoas que não conseguiram pagar o financiamento. "São carros mais novos, muito mais conservados", completa.
Em tempos de aperto financeiro, muitos brasileiros não tem conseguido manter as parcelas do carro em dia e se vêm obrigados a devolver o veículo para as financeiras, que levam o bem para o leilão público para quitar a dívida. No primeiro semestre de 2015, a retomada de veículos cresceu 19% em relação ao ano passado. "O que notamos é que além do aumento de devoluções, a maioria dessas retomadas passaram a ser voluntárias, amigáveis.
Em defesa da boa Gramática
Quando minha amiga e tradutora Márcia Xavier de Brito me mandou de presente o livro Suma Gramatical da Língua Portuguesa, de Carlos Nougué, achei que era algum toque sobre meus eventuais erros gramaticais, normal para quem escreve uns cinco artigos por dia e não é um Reinaldo Azevedo da vida que, apesar de católico, deve ter feito algum pacto com o Diabo para escrever em tanta quantidade com tanta qualidade (de conteúdo e forma).
Mas bastou ler a orelha para perceber que não era nada disso. Em uma época de relativismo exacerbado, tanto estético como moral, alguém com o currículo de Nougué defendendo a importância das regras gramaticais é algo necessário, especialmente num país em que “nós pega os peixe” e “pra mim fazer” já passaram a ser vistos como algo normal, como “apenas diferente”. Sem normas, a língua está perdida, e todo o restante também.
Abaixo, a orelha na íntegra para que o leitor possa tirar as próprias conclusões:
Alguns hoje se empenham com afinco em desacreditar a Gramática, porque, segundo eles, as línguas não necessitam de regras que as constranjam: basta deixar que sigam seu curso, livremente. Mas isso é falso, porque, deixada à deriva, sem regras que a dirijam, a língua seria como as águas de um rio, puro fluxo, ao ponto de não poder falar-se duas vezes como a mesma língua. É parte intrínseca de toda e qualquer língua ter regras; é o dique sem o qual ela fluiria sem nenhuma permanência e os próprios defensores da tese da língua sem regras nem poderiam propor sua tese: simplesmente porque nem sequer haveria nenhuma língua.
As línguas, sim, corrompem-se, mas menos impetuosamente quando, em meio a uma verdadeira civilização universal (ou tendente à universalidade), há a escrita com sua arte própria e especial, a Gramática. Mais ainda, neste último caso podem tender até a grande estabilidade: foi o que se deu com o latim ao tornar-se língua altamente normatizada e ordenada à Ciência e à Sabedoria.
A Suma Gramatical da Língua Portuguesa – Gramática Geral e Avançada, de Carlos Nougué, não só reafirma a necessidade imperiosa da Gramática e seu caráter essencialmente normativo, mas aprofunda-se solidamente em seus pressupostos teóricos, a fim de fazer frente eficaz tanto aos numerosos ataques que lhe movem como às próprias debilidades da tradição gramatical. Só o faz, porém, para melhor inserir-se nesta mesma tradição. Segue nisso a palavra do gramático venezuelano Andrés Bello: “A prevenção mais desfavorável […] é a daqueles que julgam que em gramática as definições inadequadas, as classificações malfeitas, os conceitos falsos carecem de inconveniente, desde que, por outro lado, se exponham com fidelidade as regras a que se conforma o bom uso. Eu creio, contudo, que essas duas coisas são inconciliáveis; que o uso não pode expor-se com exatidão e fidelidade senão analisando os princípios verdadeiros que o dirigem, porque uma lógica severa é indispensável requisito de todo e qualquer ensino”.
Como diz o desembargador Ricardo Dip em sua apresentação, a Suma Gramatical da Língua Portuguesa é obra teórico-prática não só de um gramático e professor experiente, “mas também de um filósofo prudente, de alguém acostumado a leituras árduas e que não se deixa abater pelas tempestades periféricas: vai às profundezas, em busca de fundamentos últimos aos quais possa discretamente arrimar sua arte regulativa, a da palavra”.
Eis o currículo do autor:
Carlos Nougué, nascido em 1952 na cidade do Rio de Janeiro, ocupou a cadeira de Língua Portuguesa e a de Tradução Literária durante mais de nove anos numa pós-graduação (UGF). Ministra o curso on-linePara Bem Escrever na Língua Portuguesa, de 60 horas. Lexicógrafo, participou da redação de três dicionários. Tradutor do latim, do francês, do espanhol e do inglês, verteu à nossa língua filósofos como Cícero, Sêneca, Agostinho, Tomás de Aquino, Louis Lavelle e Xavier Zubiri, e literatos como Cervantes, Quevedo e Chesterton. Ganhou o Prêmio Jabuti/93 de Tradução e foi indicado outras duas vezes ao mesmo prêmio, uma delas pela tradução de D. Quixote. Dedica-se agora à escrita de longa obra filosófica, Das Artes do Belo: Imitação e Fim.
Da quarta-capa, temos isso:
Dizia o gramático venezuelano Andrés Bello: “Sendo a língua o meio de que se valem os homens para comunicar uns aos outros quanto sabem, pensam e sentem, não pode ser menos que grande a utilidade da Gramática, já para falar de maneira que se compreenda bem o que dizemos (seja de viva voz, seja por escrito), já para fixar com exatidão o sentido do que outros disseram”.
Esse é o ponto de partida da Suma Gramatical da Língua Portuguesa – Gramática Geral e Avançada, na qual Carlos Nougué, sem descuidar em nada dos pressupostos teóricos da arte da Gramática, reafirma a finalidade desta: ensinar a escrever, a ler e ainda a falar. Isso porém só se consegue mediante a formulação de regras as mais simples e de abrangência o mais ampla possível – o que implica evitar, ainda quanto possível, as exceções.
Esse é o modo de proceder da obra que o leitor tem agora diante dos olhos, e que já faz parte da biblioteca essencial das artes liberais.
Num país repleto de analfabetos funcionais “educados” por pedagogos inspirados no comunista Paulo Freire, torna-se essencial defender o clássico, a regra, a norma, a boa Gramática. O livro está bem ao meu lado para eventuais pesquisas. Dada a quantidade de textos diários que escrevo, não posso garantir sempre a boa qualidade estética, mas ela deve ser sempre a meta a ser alcançada.
Um mundo que abandonou o apreço pela regra gramatical é um mundo mais feio, menos aprazível, com pensamentos mais confusos, já que a boa escrita é fundamental para nossa compreensão do que é dito. E beleza é sempre algo crucial para tornar nossas vidas mais interessantes.
Rodrigo Constantino
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