O porco do mato conseguiu fugir dos caçadores não
sem antes levar um tiro. Em disparada fuga foi perdendo sangue até cair
enfraquecido numa clareira. Os urubus começaram o reconhecimento de preparação
para o almoço. O porquinho olhava para o céu e na mente antecipava seu final
melancólico. Mas prometera para seu pai que lutaria até o fim em qualquer
circunstância e foi o que fez. Na porta
do último suspiro engoliu uma boa dose de estricnina e partiu da vida, não sem
antes dar um pequeno sorriso carregado de sarcasmo.
sexta-feira, 1 de junho de 2018
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