Paulino corria pelo campo aberto e de vez em quando
olhava para trás. O suor descia pelo rosto, os pés doíam, os dedos faziam força
para fugir dos sapatos. O sol ardia na pele e as bochechas estavam em brasas.
Uma pequena brisa amainava um pouco o mal-estar do calor. Quando subia uma
pequena elevação pedregosa teve que esquivar-se de uma cobra cascavel. Adiante
se deparou com um encontro de escorpiões, tendo que dar saltos acrobáticos para
escapar ileso. Passou por uma cerca de fazenda e foi recebido a tiros pelos
peões. Vomitou de medo e cansaço. Depois atravessando um milharal foi corrido
por porcos do mato. Olhou para trás e viu à distância homens montados em
velozes cavalos vindos em sua direção. Não demorou muito para desmaiar diante
de um muro de pedra. Foi logo alcançado pelos cavaleiros, medicado e levado de
volta à cidade. Após ser lavado, vestido e perfumado, foi entregue à noiva na
porta da igreja.
domingo, 6 de maio de 2018
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Olavo sempre descontente, nojento, bufando infeliz pelos cantos, bebendo e jogando. Com trinta e cinco anos ainda não havia se encontrado;...
-
Todos sabem quais são os nossos planos. Quem estiver sentindo falta de um plano econômico quinquenal, dá um pulinho na Venezuela, na Argen...
-
Casinha de sapê nos confins. -Toc! Toc! -Quem bate? -Boulos! -Pega Sultão!Pega que é rato de esgoto!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.