Mui longevo na vida, com expressão maltratadas pelo
tempo, seguia Renato pela estrada poeirenta e vazia no final de uma tarde de
verão. Na encosta do mato surgiu uma moçoila desconhecida na flor dos seus
dezoito anos, que erguendo o vestido mostrou a entrada da gruta e todo o
oferecimento do mundo, dizendo estar mais do que necessitada de um
acasalamento. Renato parou, analisou e disse-lhe: “Vejo que és linda mulher,
tanto de face como de corpo. Observo também tua educação e fineza pelas
palavras bem pronunciadas que dizes, além da bondade de oferecer tanto tesouro
a um bode velho. Mas te aconselho a seguir em frente, sendo das opções a
atitude mais sábia, antes de acabar se enraivecendo com nós dois por causa de
um brinquedo murcho”.
domingo, 15 de abril de 2018
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