Gente brava? Conta Seu Onofre, gaúcho velho passado
dos noventa, já rengo pelo andar dos anos, que gente brava tinha lá Barra da
Foice na década de 1940. Não era lugar para frouxo. Em velório era proibido choro; toda mulher
carregava e manuseava navalha sem problema; o padre Antônio quando aparecia rezava
missa de revólver debaixo da batina e até o professou Anacleto que dava aula
até a quarta série não tirava o facão da cinta. Até hoje não se sabe se a turma
era comportada por respeito ao professor Anacleto ou por respeito ao facão. Diz
ele que acabaram com a mata em volta do lugar só fazendo caixão de defunto. Acha
mesmo que com tanto resíduo de gente enterrada que no o subsolo da Barra deve
ter petróleo.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
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