Outro leitor me envia um artigo da BBC sobre religiões:
Um artigo de pesquisadores europeus, que será publicado na revista acadêmica Intelligence em setembro, defende a tese de que pessoas com QI mais alto são menos propensas a ter crenças religiosas. O texto é assinado por Richard Lynn, professor de psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, em parceria com Helmuth Nyborg, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e John Harvey, sem afiliação universitária. Na pesquisa entre países, os pesquisadores analisaram média de QI com o de religiosidade em 137 países. Os dados foram coletados em levantamentos anteriores.
Os autores concluíram que em apenas 23 dos 137 países a porcentagem da população que não acredita em Deus passa dos 20% e que esses países são, na maioria, os que apresentam índices de QI altos.
Com a devida escusa aos ilustres pesquisadores, me permito discordar. QI é uma coisa. Conhecimento e aquisição de cultura são outras. Não será difícil encontrar altos QIs entre crentes. Mas não vamos encontrar muitos crentes entre pessoas que cultivem o bom hábito de ler. Ler inclusive a Bíblia.
Para uma pessoa intelectualmente honesta, não há fé que sobreviva a uma leitura da Bíblia. Ensaístas americanos estão fazendo uma defesa do ateísmo ao contrapor Darwin com os textos bíblicos. Não é por aí. Basta ler o Livro para ver que o cristianismo é inconsistente.
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