O porco do
mato conseguiu fugir dos caçadores não sem antes levar um tiro. Em disparada
fuga foi perdendo sangue até cair enfraquecido numa clareira. Os urubus
começaram o reconhecimento de preparação para o almoço. O porquinho olhava para
o céu e na mente antecipava seu final melancólico. Mas prometera para seu pai
que lutaria até o fim em qualquer circunstância e foi o que fez. Na porta do último suspiro engoliu uma boa
dose de estricnina e partiu da vida, não sem antes dar um pequeno sorriso
carregado de sarcasmo.
sábado, 1 de julho de 2017
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