Sou
simples, faço minhas coisas. Naquele dia
a chuva caía forte na tarde. Saí do banco desprotegido então parei sob uma
marquise. Logo estávamos em mais de dez entre mulheres e homens. Tentei puxar
conversa para passar o tempo enquanto descia o aguaceiro. Todos usavam máscaras
de carranca e não queriam papo, absorvidos por certo em suas complicadas vidas,
ou achando que um papo camarada comigo não valeria a pena. Fiquei na minha,
pensando em coisas boas que ainda teria no dia, como visitar minha mãe e comer
pão caseiro da hora. Não demorou e meu motorista chegou, deixando todos ali
perplexos com o meu belo automóvel. Embarquei no meu Rolls Royce sob abanos
tímidos e sorrisos falsos dos companheiros de marquise.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Olavo sempre descontente, nojento, bufando infeliz pelos cantos, bebendo e jogando. Com trinta e cinco anos ainda não havia se encontrado;...
-
Todos sabem quais são os nossos planos. Quem estiver sentindo falta de um plano econômico quinquenal, dá um pulinho na Venezuela, na Argen...
-
Casinha de sapê nos confins. -Toc! Toc! -Quem bate? -Boulos! -Pega Sultão!Pega que é rato de esgoto!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.