A normal antipatia do homem por seus parentes, principalmente pelos de
segundo grau, é explicada pelos psicólogos de várias maneiras torturantes e
improváveis. A real explicação me parece muito mais simples. Reside no simples
fato de que todo homem vê em seus parentes (especialmente em seus primos) uma
série de grotescas caricaturas de si próprio. Eles exigem as qualidades dele
deformadas para o máximo ou para o mínimo; dão-lhe a impressão de que talvez
seja assim que ele próprio se mostra ao mundo, e isto é inquietante – e por isso
ferem o seu amour propre e lhe provocam intenso desconforto.
1919
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