segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
O ESTRESSADO
O guarda rodoviário Nestor não estava num bom dia. Talvez fosse pelas noites mal dormidas, pelos problemas com a mulher, ou pela insatisfação salarial. Há meses que suas noites eram atormentadas pela insônia, nem mesmo os medicamentos o ajudavam. Já havia devastado um campo de futebol em erva-cidreira e nada de melhorar. O resultado era preocupações demais, sono de menos, uma insônia diabólica.
As horas se passavam pesadas e cansativas naquele dia cinzento que anunciava chuva. Quando teve que parar um motorista que voava baixo pelo asfalto, Nestor não pensou duas vezes antes de agir. Aproximou-se e tirou o sujeito do automóvel pelas orelhas, aplicou-lhe uns a tapas, o chamou de corno, veado, filho da puta e ainda o fez correr nu pela estrada, não sem antes pintar de vermelho suas nádegas. Depois disso atirou nos pneus do veículo e foi para casa bocejando. Abriu a porta de casa e deu de cara com o Ricardão sentado no sofá, nu em pelo e tomando a sua cerveja. O sangue aqueceu, a pressão que já fazia montanha russa fazia tempo acelerou e o coração fez bum!
No outro dia o descarado sócio ajudava carregar o caixão com a cara mais triste desse mundo.
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