sexta-feira, 11 de setembro de 2020
DO BAÚ DE JANER CRISTALDO- - segunda-feira, outubro 29, 2012 SOBRE O SENADOR MONOGLOTA
Do leitor Ramiro Conceição, recebo:
Janer,
seu texto sobre Darcy Ribeiro deixou-me “encafifado” (não sei se existe tal termo, o tenho desde a minha infância). Fiquei obviamente preocupado. Fui à rede, e encontrei diversas introduções biográficas sobre senador. O que me chamou a atenção foi que, em praticamente todas as fontes que consultei, realmente, quando da formação de Ribeiro, não aparece CLARAMENTE a escola de sua graduação superior.
O estranho é que, de fato, nunca aparecem o mentor e/ou mentores associados ao início da carreira científica do antropólogo em questão. Tal constatação é singular!; pois por ser pesquisador, facilmente comprovável via meu curriculum Lattes, sei que começamos sempre a engatinhar sob a orientação de alguém que mui admiramos no específico ramo de conhecimento de nosso interesse inicial: é uma lei da vida, magistralmente, relatada na Divina Comédia, quando Dante dá seus primeiros passos em direção ao Inferno sob a tutela de Virgílio. Infelizmente, no caso de Darcy Ribeiro, não consegui saber quem foi a sua referência fundamental em antropologia.
Em minhas pesquisas, descobri que Darcy foi funcionário de um órgão público que, a posteriori, veio a ser a FUNAI. Aí minhas preocupações aumentaram exponencialmente… Vieram-me à lembrança os Villas-Bôas. Não sou antropólogo, mas engenheiro metalurgista, contudo, em todas as aparições públicas dos sertanistas, sempre ficou evidente uma olência: um hálito oriundo das podres cáries da picaretagem.
Vou tentar ser o MAIS CLARO POSSÍVEL, na tentativa de evitar mal-entendidos. Os Villas-Bôas nunca se expressaram em público, pelo menos no que vi, escutei e analisei, tal qual antropólogos verdadeiros; mas, ao contrário, sempre como meros relatores de fatos pitorescos sobre uma cultura pitoresca que, embora IGNORANTES, tiveram acesso via as mamatas costumeiras - do Estado brasileiro.
Embora seja um autodidata em antropologia brasileira, porém, nunca li, salvo engano, algum texto antropológico, gerado sob uma rigorosa metodologia científica, da autoria dos referidos manos - que, certamente, se aposentaram sobre o colchão macio do erário. Aliás, Orlando, o falastrão, sempre me pareceu um bebedor típico de botequim e, por isso, foi incessantemente entrevistado, por exemplo, pela recém falecida Hebe Camargo, nas noites de domingo, na tela da antiga TV Record, na década de 60, quando eu era simplesmente um menino - sob uma terrível ditadura.
Não entrarei em detalhes - mas o “trabalho científico” dos ditos manos só foi possível sob as esporas do Estado Novo: uma “outra branda” que imperou, entre 1937 e 1945, e que prendeu em seus subterrâneos o nosso ÍNTEGRO Graciliano Ramos: pois seres íntegros são receptáculos da inocência, que poderemos chamar de sagrada (pela simples falta de uma melhor nomenclatura).
Precisamos, urgentemente, lavar a HISTÓRIA DO BRASIL!!
Digo tais coisas porque, já na maturidade, li A Vida Sexual dos Selvagens, de Malinowski; este, sim, um verdadeiro texto antropológico sobre a cultura vigente nas ilhas Trobiand, no final dos anos 20 do século próximo passado. Lá estão documentadas cientificamente todas as questões humanas relevantes: a infância, a adolescência, a maturidade, a sexualidade, a política, a religião, o poder, o amor, o trabalho e a morte. Quando Malinowski se apresenta “chocado” por algum costume observado, imediatamente aparece uma reflexão tentando, dentro do possível, manter uma neutralidade ética e moral, que está sempre associada ao olhar limitado do pesquisador. Tal postura, considero fundamental em qualquer trabalho científico.
Dito isso, e voltando ao seu post: é assustador se efetivamente, na história da República brasileira, houve um Reitor com formação secundária.
Janer, peço-lhe encarecidamente que você demonstre, principalmente por ser jornalista, as fontes oficiais que serviram como substrato às suas afirmações críticas sobre a formação acadêmica do senador Darcy Ribeiro.
Afinal, A História do Povo Brasileiro é uma das obras lidas e relidas em praticamente todos os cursos de Ciências Sociais. Creio que tal demonstração será um serviço inestimável à memória de nosso povo, pois não é mais possível, historicamente, ficarmos aquecendo a “sopa” com o famoso tempero brasileiro que “DIZ E NÃO DIZ”. Não é verdade, Janer?
Ramiro Conceição
Prova negativa não existe, Ramiro. Não há fonte alguma sobre a formação universitária do senador monoglota. Sabe-se apenas que cursou a tal de Escola de Sociologia e Política, de São Paulo, que jamais foi reconhecida pelo Ministério de Educação e Cultura. Enfim, neste país não ter formação universitária não depõe contra ninguém. O que não invalida o fato de que Darcy Ribeiro era um vigarista.
Quanto a lavar a história do Brasil, é bom não esfregar muito. Se esfregar, não sobra nada.
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
PORCOS EM FUGA
PORCOS EM FUGA
Ontem na fronteira China/Índia milhares de porcos foram vistos em fuga. Saíram da China e entraram em território indiano, acossados por soldados chineses, o chumbo zunindo. Um dos porquinhos, Bruninho Pig foi entrevistado por um canal de Tv indiano.
-Seu nome jovem porco?
-Meu nome é Bruninho Pig.
-Por que vocês em centenas de milhares estão fugindo da China?
-É o seguinte. A cambada comunista dirigida por Xi Jinping está preparando um novo vírus em seus laboratórios, isso para destroçar a economia ocidental e outros, por motivos diversos. E sabem em que já estão falando em colocar a culpa? Pois é, em nósI Aqui farroupilha! Vermelhos canalhas, filhos de chocadeira. Antes virar presunto que hospedeiro de desgraça. Comunistas filhos da puta!!!
-Obrigado Bruninho!
quarta-feira, 9 de setembro de 2020
PODER SEM PUDOR
PODER SEM PUDOR
Candidato sofre…
Candidatos a prefeito e vice em Caçapava (RS) em 1992, Galeno Teixeira e Ari Moreira estavam mortos de sede quando chegaram ao povoado de Capão das Galinhas. Resolveram beber umas cervejinhas bem geladas. Entraram no único armazém do lugar e, desolados, viram apenas seis garrafas numa prateleira. “É o jeito!”, resignou-se Galeno, em voz baixa. Beberam todas. Quando se preparavam para pagar as cervejas quentes consumidas, o homem do armazém finalmente falou: “Bueno, tchê, se o doutor quiser ainda pode beber as geladas...” E abriu uma porta sob a prateleira, revelando a existência de um freezer. Cheio de cervejas estupidamente geladas.
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“Somo discriminadas, quase párias da sociedade. Mas digo que antes ser pulga que um rato.” (Pulga Lurdes)
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De férias escolares, Gustavo há dois não dias não saía do quarto, nem para comer. A mãe preocupada chamou que chamou e nada. O pai arrombou ...
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“Vó, a senhora já ouviu falar em algoritmo?” “Aldo Ritmo? Tive um vizinho que se chamado Aldo, mas o sobrenome era outro.”