quinta-feira, 9 de julho de 2020

DONA MEIGA

Filha de Bastião Louco e Eldorina, Dona Meiga nasceu e viveu por mais setenta anos na Barra do Sarapião. Teve uma infância normal entre algumas dezenas de cadáveres de amigos do pai. Adulta, um doce era Dona Meiga. Vivia da lavoura e nas horas de folga matava alguns topetudos como manda o bom figurino. Mas era na matança muito delicada, e deveras tão gentil, que alguns até agradeciam por estar entrando para o chumbo pelas mãos da dona Meiga.

“ Não creio que estejamos sozinhos no infinito, mas espero que os obtusos do universo sejamos nós, os terráqueos. “

“ Tive um amigo na infância que dizia cauvinete, iogulte e sumana. Mas se enrolava mesmo quando dizia motocicreta. “

“Uma esposa ou marido nunca vem só. Sogra é um acessório obrigatório. ”

“Nem todas as verdades devem ser proferidas. Alguns seres inofensivos precisam de ilusões para terem um pouco de esperança. ”

“ “Minoria? Minoria é o que sempre carrego no bolso. ”

“ Fico feliz quando na festa ninguém gosta de sagu. É meu!“