segunda-feira, 1 de junho de 2020

Miniconto- OS VELHOS E A VELA 

O velho e velha Antiok resolveram sair de casa para visitar o grande amigo Sirtuk que estava acamado. Quando tinham dados poucos passos na rua a velha se lembrou que havia deixado a vela por apagar. Voltaram os velhos para apagar a vela e saíram. Novamente eram alguns passos porta afora e o velho disse que precisava voltar para pegar seu isqueiro. Voltaram. Sem precisar da vela o velho achou seu isqueiro. Nisso a velha percebeu que estava sem calcinha e acendeu a vela para procurá-la. O velho segurava a vela enquanto a velha procurava por sua calcinha. Achada e posta a calcinha o velho apagou a vela sem não antes tropeçar e derrubar a velha e a vela. De pé os velhos saíram deixando a vela no escuro. Mais tarde quando retornaram para casa os velhos perceberam que a porta havia ficado aberta. O velho disse que entraria sozinho por segurança, a velha ficaria na porta aguardando. O velho então entrou, mas não encontrou a vela para verificar como tudo estava. A velha ansiosa resolveu entrar para procurar pela vela também. A vela não foi encontrada, e não havia outra na casa. O caso é que a vela fora roubada, e o velho e a velha dormiram no escuro com saudade da prestimosa vela.

DIA RUIM

DIA RUIM

Ele acordou dentro do ataúde fechado. Acendeu o isqueiro e viu que relógio havia parado. Droga de relógio falsificado! Ninguém mandou fazer economia, ralhou consigo mesmo. Que horas serão? Dia ou noite? Apanhou uma bala de hortelã para dar um lustro no bafo, que estava horrível. Bateu o pó do smoking, fechou os botões e foi abrindo a tampa do caixão bem devagar. Percebeu que era noite e respirou aliviado. Foi à geladeira para tomar seu copo de sangue diário. Porra! Sangue azedo!Faltara energia, a geladeira estava descongelada. Cuspiu diversas vezes querendo tirar o gosto, mas por azar cuspiu em cima do sapato novo. Irado, transformou-se em morcego e saiu batendo asas rumo ao Banco de Sangue em busca do desjejum. E saiu esbravejando:
- Está uma merda ser vampiro no Brasil!

O VÍRUS BONITÃO

O VÍRUS BONITÃO
Contam por aí que  nasceu na Ásia um belo vírus, que além de belo tinha lábia e vestia-se com elegância. Dono de grande fortuna decidiu passear pelo mundo, e certo dia chegou sem alarde ao Brasil. Quando tiveram conhecimento disso, a esquerda festiva, por motivo desconhecido pelo vírus, realizou até jantares em sua homenagem. Mas foi numa Universidade Federal, que por vergonha e em respeito aos de boa índole , não citarei o nome que o pior aconteceu. Marmanjos sem pejo fizeram paparicação sem igual, gente pedindo autógrafo e alguns até suplicando para serem infectados pelo bonitão. Porém a cereja do bolo foi colocado por um professor de filosofia, que ofereceu a bunda ao vírus por uma infectada. O asiático apavorou-se e saiu em disparada. Entrou no primeiro monastério que encontrou e se entregou para Jesus.

LUCRÉCIO

Assim como as crianças tremem e têm medo de tudo na escuridão cega, também nós à claridade da luz às vezes tememos o que não deveria inspirar mais temor do que as coisas que aterrorizam as crianças no escuro...

 Lucrécio, Sobre a natureza das coisas (cerca de 60 A.C.)

PARADOXO

PARADOXO

Vejam só como são as coisas.
O defunto está deitado sobre uma cama de flores,
Coisa que para ele agora pouco importa.
O paradoxo fica por conta de que quando vivo,
Foi posto a dormir pelos mesmos floristas,
Numa cama de espinhos e pregos.

"Posso me tornar um santo.Basta que alguns mintam e que outros sejam iludidos." (Climério)

"Quem não me conhece não perde nada."(Limão)