segunda-feira, 18 de maio de 2020

VAMPIRO

Mateus, sujeito calado vivia sozinho e não saía de casa durante o dia, somente quando escurecia. Já sussurravam pela vizinhança que ele era um vampiro, motivo pelo qual não podia se expor ao sol. Uma vizinha garantiu que havia um caixão no quarto. Certa noite um vizinho resolveu seguir Mateus quando ele saiu de casa e se encaminhou para o cemitério. Pensou: “deve ser no cemitério que ele encontra suas escravas para mais uma noite de orgias de sexo e sangue”. Precipitação e julgamento apressado. Mateus simplesmente era albino e vigia noturno no cemitério.

ANITA, A FLORISTA


Anita era uma florista de muito sucesso. Vendia suas flores e crescia sem parar.  Simpática, atenciosa, produtos bem cuidados, bons preços, uma fada! Não havia ser vivo naquela avenida que não amasse Anita.  Porém tudo acabou para ela quando ela foi presa e o povo descobriu que o seu principal fornecedor era o cemitério.

domingo, 17 de maio de 2020

Em Chapecó há três semanas todos são obrigados a usar máscara; nas ruas e até dentro dos automóveis, mas os casos só fazem aumentar.Onde essas pessoas estariam sendo infectadas? Algo está muito errado. Gostaria que Ministério da Saúde mandasse alguns funcionários para avaliar isso

ANO 2250 D.C. NA SAVANA

ANO 2250 D.C. NA SAVANA

Há poucos dias foi inaugurado na savana o primeiro restaurante vegetariano. Os ex-carnívoros são os maiores clientes.
É noite de sábado.
Os jovens leões Joel e Ariel entram no estabelecimento e procuram uma mesa de canto para melhor observaram as novinhas peludas que frequentam o novo lugar da moda. Dão uma olhadela no cardápio e pedem um sanduba de brócolis com repolho refogado.
Numa mesa próxima a família de Irene Hiena lambe os beiços comendo rocambole de cinamomo ao molho de sassafrás. Apenas o pequeno Tito Hiena prefere uma mistura de folhas verdes ao bafo de alho.
 No lado de fora à sombra estão  Leonildo Leopardo e esposa, saboreando bife se soja à parmegiana com suflê de mandioca. Conversam sobre o tempo quente e os filmes que fazem sucesso na velha África. 
Adentram ao recinto rebolando suas enormes bundas Arno Rinoceronte e Adélia. O garçom já sabe o que vão querer: Gramíneas ao molho de jabuticaba e amoras ao rum.
Perto da janela da direita Gil e Guel guepardo saboreiam picanha de cactos e lembram do passado saudoso quando seus pais corriam pela  savana, caçando antílopes e veadinhos em dias ensolarados. “Pois é diz Gil, agora somos todos vegetarianos, para sempre.” Guel responde: “Por enquanto Gil, por enquanto. Parece que já estão dizendo por aí que brócolis têm alma.”
POBRE PAÍS
Moviam-se sobre o chão nobre do grande salão bichos de todos os tipos. Escorpiões de diversos matizes,ratos, baratas, víboras, centopéias e até mesmo Dragões de Cômodo. Um urubu observava tudo do alto da biblioteca. Tudo em meio a fezes, vômito e carne apodrecidade. Em volta da grande mesa de mogno e uma vintena de cadeiras estofadas,  deliciando-se com esse ambiente desprezível, governadores e prefeitos de um certo pais deliciavam-se com tal imundície, como que espelhando seus espíritos em tal visão abjeta. A monstruosa carniça era sem dúvida o ambiente em que viviam. Pobre país!

Questão de tinta

Dois irmãos, John e Bob, que viviam na América e eram membros do partido comunista, decidiram emigrar para a União Soviética.  Mesmo eles não acreditando nos relatórios negativos da mídia norte-americana sobre as condições na URSS, eles decidiram ter cautela. John iria para a Rússia para testar as águas. Se eles tinham razão e que era um paraíso comunista,  John iria escrever uma carta a Bob usando tinta preta. Se, porém, a situação na URSS era tão ruim quanto a mídia americana gostava de retratar, e o KGB era uma força a ser temida, John iria usar tinta vermelha para indicar que o diz na carta não deve ser acreditado.

Em três meses John enviou seu primeiro relatório. Foi em tinta preta e dizia: "Eu estou tão feliz aqui! É um país bonito, eu gosto de liberdade completa, e um alto padrão de vida. Toda a imprensa capitalista escreve  mentiras. Tudo está prontamente disponível! Há apenas uma pequena coisa de que há escassez: tinta vermelha. "

Eu passarinho

O PT passará
O MST passará
A CUT passará
A UNE passará
A esquerda toda podre e anacrônica passará
E copiando o mestre Mário Quintana digo:
Eles passarão
Eu passarinho.