quinta-feira, 11 de julho de 2019

MADRUGADA

Gosto da madrugada
A madrugada nos subúrbios
Quase silenciosa
Não fosse pelos cães
Gatos
Galos
E alguns bêbados voltando para casa
A madrugada é o sono profundo da noite
E paradoxalmente é a companheira dos insones.

TRISTEZA NO CIRCO

Era um circo pobrezinho
De parcos recursos e lonas rasgadas
Não tinha animais em jaulas
Nem mesmo um velho leão desdentado
Sobrevivia de espetáculos de lutas e palhaçadas
Mas era um circo alegre
Porém um dia o circo pobre
Além de pobre ficou triste
Seu artista principal foi morto num bordel
Numa incrível covardia
Meus olhinhos de criança
Viram quando saiu o cortejo
Acompanhado por dois palhaços
E nenhuma multidão.

“Detesto o socialismo. Certa vez tive uma namorada que socializou a perereca.” (Chico Melancia)


“Casei-me oito vezes e fui corno em quatro. Eu e os chifres estamos empatados.” (Climério)



Se houver reencarnação
Só espero não renascer minhoca
Pois sofro de claustrofobia.


MINHA POESIA
Minha poesia
Se de poesia posso assim chamá-la
Não é doce e pegajosa como mel fresco
Mas áspera e rude como a lixa mais grossa.

AI QUE CAI


Existe vantagem em ser bochechudo
Pois sobra espaço no bocão
Para guardar sete dias de merenda.