domingo, 9 de junho de 2019


O AMIGO
Loreno vivia só numa casinha num local distante de tudo. Arrumou um cão para ter companhia. Depois de algum tempo o cão morreu. Loreno então conseguiu um gato. Depois de algum tempo o gato também morreu. O homem não tinha sorte com os animais, todos morriam logo. Depois do gato teve uma ovelha; uma coruja; um jabuti; uma jaguatirica; um veado campeiro; duas codornas; um papagaio; um macaco prego; uma arara e por fim arranjou como bom amigo um homem perdido que na sua casa bateu pedindo ajuda. Não demorou um ano Loreno morreu. O amigo?  O amigo continua bem vivo. Tomou posse da casa e vive ainda por lá, já beirando os oitenta anos. Não tem bicho nenhum, só uma potranca quarenta anos mais nova.



QUE FAÇA DE TUDO
Desde que ele era jovem Madalena, mãe de José, dizia: “Quando for para casar, arrume uma mulher prendada que saiba fazer de tudo, de tudo. ” A vida foi passando e José procurando a tal mulher para ser sua companheira, sempre se lembrando dos conselhos da mãe.  A verdade que falar é fácil, encontrar tal mulher muito difícil. Foram várias e nada.  Pois José já tinha completado quarenta anos na solteirice quando na boate da Iracema Vesga conheceu Maricota Perna-Grossa, a dita cuja que sabia fazer de tudo e mais um pouco, mas não exatamente o tudo que pensava sua sogra. E quem pensava que não daria enganou-se, pois deu casamento na igreja, de véu e grinalda, Iracema Vesga de madrinha, Madalena bicuda e o putedo de folga comemorando o casamento da colega.


NORILSK
O pequeno solitário Wladimir de oito anos brincava na neve nos arredores de onde existiu um campo de trabalhos forçados à época de Stalin, em Norilsk.  Ao mexer uma pequena pedra aconteceu um estrondo e o lampejo de um raio e milhões de gritos lamuriosos foram ouvidos, saídos da fenda que estava sob a pedra. Gritavam fome! Frio! Dor! Tortura! Queremos liberdade! O pequeno caiu para trás assustado.  Enquanto Wladimir tentava entender o que estava acontecendo, os espíritos martirizados pelos comunistas naquele Gulag transformaram-se em pequenos pássaros azuis e saíram batendo asas libertas, felizes finalmente. Cada pássaro que saía da fenda deixava cair uma pena azul que aos poucos formou no branco da neve a frase “Jamais esqueçam quem cometeu essa ignomínia. ”  Wladimir não sabia porque, mas sentia-se feliz. Ergueu suas pequenas mãos e acenou para os pássaros, que fizeram um bailado em agradecimento e após seguiram para o infinito.


RATINHO NA CELA

Procurando por comida um ratinho entrou na cela do Lula em Curitiba. Ficou andando de lá para cá, fuçando pelos cantos. Quando percebeu quem era que ali estava preso não conseguiu controlar o vômito. Desmaiou e foi carregado para fora pelos familiares. Ficou mal por muitas horas, procurou até um psicólogo especializado em roedores. Diante disso o médico, muito estudioso dos males que acometem seus pacientes, constatou que diante de um petista até mesmo os ratos passam mal.
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MESTRE YOKI



“ E o Congresso Nacional mestre? ”
“ Basta murar, colocar guardas e servir marmitex. Quem morrer vai para a fábrica de adubo. ”

FOFUCHO


“ É horrível. Eu sofro de depressão pós-prato. ” (Fofucho)

CHICO MELANCIA


“ Meu corpo não reage e a preguiça que tenho está cada vez mais ativa.” (Chico Melancia)