sábado, 8 de junho de 2019


NO CARTÓRIO

A cartorária pergunta:
-Como vai se chamar o menino?
-Gilmar Mendes?
-Não faz isso, é ruim para criança.
-Tem nada não.
-Como tem nada não?
-O bichinho aí é filho da puta da minha irmã.


JUREMA CABELEIRA

Jurema Cabeleira nunca havia lavado os cabelos até completar quarenta anos.  Das suas melenas retiraram:
12 bobys;
84 ramonas;
13 alfinetes;
15 borrachinhas;
1 bilhete da telesena;
1 poster do Jerry Adriani;
280 piolhos;
1 sabugo de milho;
4 folhas de fícus;
6 quilos de caspa e 2 quilos de sebo.
Para lavar tal sujidade usaram 13 volumes de shampoo.
Dizem que ela ficou muito feliz.


Estava eu namorando a mulher mais linda da cidade
Quando ela soube
Largou-me.

POIS


O menino pela madrugada fazia tchum! O irmãozinho dele fazia tchã! O pai deles pegou a cinta e fez tchãtchãtchã!!!


HUG HUG

Hug Hug era um homem das cavernas. Entrou no Minha Casa, Minha Vida. A casa apresentava goteiras e as paredes racharam no primeiro mês; as janelas emperravam, os vizinhos faziam muita fumaça, eram barulhentos e mal-educados. Irado, pegou seu porrete e acabou com Dilma e Lula na paulada. Foi aclamado nas ruas e eleito senador. Tomou posse e ficou por lá somente um dia. Preferiu voltar às cavernas e carregar sua mulher pelos cabelos a ter que conviver com tantas bagaceiras.


DOIS SUJEITOS SE ENCONTRAM NUM PONTO DE ONIBUS NUMA RUA QUALQUER EM CURITIBA

-Olá!
-Olá!
-O senhor me desculpe a ousadia, mas acho o senhor dotado de uma fisionomia estranha.
-Sim, eu concordo com isso.
-O senhor é daqui?
-Não.
-De onde é?
-De muito longe, meu mundo fica numa outra galáxia.
-Não brinca!
-Sim, verdade.
-E o que veio fazer em nossa capital?
-Fui enviado para visitar o Lula.
-Até lá Lula é conhecido?
-Muito.
-É uma visita de apoio?
-Não.
-Qual o motivo então?
- Fui enviado pelo meu governo para conhecer em vida e dar testemunho disso sobre o MAIOR CARA DE PAU DO UNIVERSO.
A condução chega. Antes de ir a visitante conta:
-Temos em nosso mundo o Museu Universal de Aberrações. Ele vai estar lá.


A CAIXA


A CAIXA
Numa manhã de sábado apareceu naquela rua de macadame uma pequena e enigmática caixa de madeira marrom.  Não possuía brilho, opaca, acordou encostada ao meio-fio.  Muitos moradores e até estranhos tentaram ergue-la ou abri-la, mas ninguém conseguiu. Nem mesmo usando ferramentas foi possível.  Ficou lá por muito tempo até desaparecer numa noite de tempestade. Que caixa era aquela? O que poderia ter dentro? Quando a velha e sábia Noninha morreu deixou uma cartinha explicando o que a caixa continha. A caixa carregava o peso das consciências dos habitantes da cidade e dentro dela todos os seus segredos mais bem guardados.