sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

CONSELHO DE SÁBIOS


CONSELHO DE SÁBIOS

2.099. Os homens mais sábios do planeta se reuniram em Genebra na Suíça para decidir qual deles era o mais sábio para presidir o conselho que governaria o planeta terra dali por diante. Todos se apresentaram como candidatos e fizeram suas explanações dando mostras de suas ideias. Após um mês de árduos debates ainda não haviam encontrado um nome de consenso e quando a palavra  “burros” foi dita no plenário. Acendeu-se uma chama de ira e todos se engalfinharam com sangue nos olhos  usando facas e estiletes, já que armas de fogo eram proibidas. Não sobrou um só dos sábios vivo. Dona Cleusa que cuidava do cafezinho tomou posse da cadeira presidencial vazia dizendo: É cum eu!

GUSTAVINHO


GUSTAVINHO

Ontem Gustavinho não gostou do almoço. Gustavinho menininho de bons dentes e de estomago forte. Deixou de lado a comida e começou a comer pratos e talheres sob os olhares da família em transe. Comeu todos, menos uma faca feita de metal de serra fita. Acho que sobrou porque tinha gosto de graxa.


RESISTÊNCIA


RESISTÊNCIA E PAPO ENTRE CHUVEIROS

-Tá com a resistência?
-Tô não! Meu negócio é água fria para dar banho em petista.


SÍLVIO


SÍLVIO

O pensamento em fogo de altas labaredas. O vento forte, o mar revolto, sentado na ponta do trapiche um Sílvio sem forças. Suas lágrimas misturadas ao sal, o frio que doía bem menos que o tridente cravado em seu coração. Sem rumo, sem foco, sem nada, esperando o tempo ficar velho. Então acobertada por uma chuva formidável, chegou navegando sobre uma onda brava uma bela sereia. Toda cheia de encanto e ternura carregou Sílvio em seus braços mar adentro, levando ele para o recanto da eterna mansidão.




MAGO

Um grande mago brasileiro irritou-se e fez todos os homens terem o tamanho físico de sua moral. Grandes mudanças ocorreram.   Agora num  simples porta níqueis se carrega tranquilamente vinte políticos, uma dúzia de artistas da Globo e apertadinho até uma dezena de juízes.



A CAIXA
Numa manhã de sábado apareceu naquela rua de macadame uma pequena e enigmática caixa de madeira marrom.  Não possuía brilho, opaca, acordou encostada ao meio-fio.  Muitos moradores e até estranhos tentaram ergue-la ou abri-la, mas ninguém conseguiu. Nem mesmo usando ferramentas foi possível.  Ficou lá por muito tempo até desaparecer numa noite de tempestade. Que caixa era aquela? O que poderia ter dentro? Quando a velha e sábia Noninha morreu deixou uma cartinha explicando o que a caixa continha. A caixa carregava o peso das consciências dos habitantes da cidade e dentro dela todos os seus segredos mais bem guardados.




NA PORTA DA GELADEIRA

Orivaldo chegou em casa e ouviu gemidos no quarto. Do lado de fora perguntou:
-Quem está aí?
-É a tua mulher com o amante- respondeu ela.
Ele coçou a cabeça.
-É o Amâncio da padaria?
-É o Amâncio!
-Está bem, irei dar uma volta por aí. Diga para ele que as contas de luz e água estão na porta da geladeira.
-Está bem, ele ouviu, até depois!