terça-feira, 20 de dezembro de 2016
MALFEITORES
Há malfeitores de toda ordem que transitam no mundo para prejudicar outros e tentar viver na boa vida, embora às vezes percam anos da existência nos Spas dos governos. O caso é que na Rua das Américas mora a família dos Ribas Salustianos, larápios desde o ventre da santa mãe, onde irmãos gêmeos se roubavam entre si; dito então que ladrões do qual nada escapa, pavor de vizinhos e mesmo de alguns parentes. Pois conto que o vagalume Teodoro foi passear no quintal dos tais na tarefa de embelezar mais o mundo das noites junto da lua e das estrelas, porém teve o desprazer de sair de lá sem a sua lanterna na bunda. Os Ribas Salustianos são elementos da ralé e não perdoam nem mesmo bunda de vagalume. Barbaridade!
O PINTINHO DOUGLAS
O pintinho Douglas saiu do ovo e foi direto ao PROCON. Segundo ele os pais haviam prometido para ele uma existência como cisne, não como um reles pinto. Não desejava viver como um comum, queria ser admirado como cisne. Porém na instituição não teve como provar tal promessa, e foi obrigado a viver como pinto. Pinto murcho, por sinal.
METAMORFOSE
De férias escolares, Gustavo há dois não dias não saía do quarto, nem para comer. A mãe preocupada chamou que chamou e nada. O pai arrombou a porta, e sobre a cama lá estava ele jogado sobre o travesseiro, iluminado e colorido. Gustavo havia se transformado num smartphone.
BAFO
O ébrio de
todo dia
Exala um
vapor azedo
Que inibe o
abraço afetuoso
E coloca
nos lábios do bem o medo
De conceder
um beijo molhado
Ou mesmo
seco
Pois
ninguém gosta de beijar carniça
Nem mesmo
seu arremedo.
FOLHA VERDE
O vento
tirou da árvore encorpada uma folha verdinha
Que ficou
voando pra lá e pra cá ao seu sabor
Não sabia o
vento
Que no
canto da calçada do colégio municipal
Um grupo de
formigas aguardava por ela
Fazendo coro no nham nham nham!PODEM CHOVER MARRETAS DO CÉU
Podem chover marretas do céu
Que não abrirão as cabeças contaminadas pelo estatismo que
atrofia o crescimento
O estado provedor é para eles vida e mote
Não sabem viver fora disso
Desconhecem o trabalho para montar uma empresa
E pagar o aluguel
Os funcionários
Fornecedores
Os impostos em cascata
Sofrer o custo imenso da legislação trabalhista obsoleta
Aturar muitos fiscais frustrados querendo tirar uma casquinha em
qualquer detalhe
Por certo não sabem o que perder noites de sono porque as vendas
caíram
E não há dinheiro em caixa para honrar os compromissos
Títulos protestados
Ficar sem crédito na praça
Os estatistas de esquerda não sabem nada disso
Pois nunca arriscaram nada
Nem mesmo um pum por conta e risco
Nem mesmo um pum por conta e risco
Sabem que mamam em teta gorda
E querem continuar assim vivendo no estado monstro
Matando quem produz aos poucos
Tudo para manter seus empregos bem pagos
Se possível eternizando-se no poder
Fazendo do assistencialismo sem contrapartida um grande curral
eleitoral.
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“Somo discriminadas, quase párias da sociedade. Mas digo que antes ser pulga que um rato.” (Pulga Lurdes)
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“Vó, a senhora já ouviu falar em algoritmo?” “Aldo Ritmo? Tive um vizinho que se chamado Aldo, mas o sobrenome era outro.”