AUTORIDADE
Era madrugada, estava eu parado numa esquina central esperando por um táxi. O céu todo forrado de estrelas, noite fria e bela. Nisso dois sujeitos se aproximaram e anunciaram: É um assalto! Não reagi, entreguei a carteira com documentos e dinheiro. Eles conferiram por cima o montante e pernas em ação. Logo depois eles regressaram, devolveram tudo e ainda por cima pediram desculpas. Um deles disse: “Desculpe o malfeito seu Evandro, pois para nós o senhor é uma autoridade. “Uma boa noite!”
Sem demora surgiu um táxi e fui para casa aliviado.
Em tempo, meu nome é Evandro Capeta.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
ALMOÇO EM FAMÍLIA
A família do nobre doutor Epaminondas estava reunida para o tradicional almoço dominical. Um pouco antes de ser servido o almoço, Eduardinho, filho único do doutor Epaminondas com Dona Letícia pediu para falar:
“Serei breve, meus queridos familiares. Agora que completei dezoito anos assumo as rédeas da minha vida e do meu destino. Gostaria de comunicar a todos que sou gay. Peço que me entendam.”
O Doutor Epaminondas que já estava em pé foi em direção ao rapaz e o abraçou dizendo:
“Meu filho, que alívio! Pensei que você fosse comunista!”
ROSE E A PERERECA MÁGICA
Era uma vez uma moça chamada Rose que sonhava com o luxo e viajar pelo mundo. Mas Rose não tinha condições, era pobre, seu salário não alcançava voos maiores. Um dia Rose teve a visita de uma fada madrinha. A boa fada lhe presenteou com uma perereca mágica. De posse de tal poder, Rose abriu portas rentáveis e viajou pelo mundo. Até namorou um sapo barbudo, depois príncipe. E com esse príncipe conheceu reinos distantes mundo afora. O azar de Rose foi que o príncipe viajava por conta do tesouro, os escribas descobriram e a perereca mágica perdeu seu encanto e foi banida do reino.
DEUS DESCOBRE-SE ATEU
“Estive pensando numa coisa Pedro, espero que você não me critique, respeite a minha opinião.”
“O
que é que você quer dizer com isso Deus?”
“Não
acredito mais em mim. Sou uma impossibilidade, um produto da mente dos crentes
e de outros espertinhos. Pedro, eu também sou ateu!”
FALSO
O abraço do
falso
Não vem
montado numa carranca
É todo riso e
amabilidade
Inspira o
amigo de fé para que distenda os músculos
Para que
possam os punhais do crápula
Penetrar a carne sem muito esforço.
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“Somo discriminadas, quase párias da sociedade. Mas digo que antes ser pulga que um rato.” (Pulga Lurdes)
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