quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Outro vexame de Cardozo



José Eduardo Cardozo é patético. Sempre que há uma operação da Lava Jato, lá vai o ministro da Justiça explicar-se ao PT -- e passar vexame em público.

Ele classificou de "especulações absolutamente indevidas" as informações de que Lula está sendo investigado pela Lava Jato.

José Eduardo Cardozo é um ministro absolutamente desinformado. E é natural que seja assim, porque ele não tem de meter o bedelho em investigações da PF e do MPF.

O Antagonista

JORNAL DO MUXOXO- Captação líquida da caderneta de poupança foi R$ 50,1 bi negativa em 2015

O país do futuro que se foi. Coluna Carlos Brickmann

Um notável escritor, Stefan Zweig, publicou em 1941 o livro "Brasil, País do Futuro". Zweig, austríaco (seu país tinha sido anexado pela Alemanha nazista) e judeu (que precisou fugir do nazismo), se maravilhou com um país mestiço, pacífico, lindo, cheio de recursos naturais, com Carnaval e um povo feliz a cantar.

A presidente Dilma Rousseff também aposta, a partir de amanhã, num país do futuro. Reúne o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e apresenta as novas diretrizes econômicas de seu Governo - elaboradas, aliás, por Nelson Barbosa, o ministro que elaborou as velhas diretrizes que não deram certo. É uma reunião chique, com boa parte do PIB nacional, no Palácio do Planalto. E a primeira das quatro que, segundo Dilma, se realizarão neste ano. O Conselho funciona, no caso, como representante de todos os setores econômicos: industriais, banqueiros, sindicalistas, produtores agrícolas, políticos. Nem todos, claro: bom número de políticos e empresários integrantes do Conselhão em seu último encontro, em 2014, está impedido de comparecer, por compromissos inadiáveis em Curitiba ou em casa, com dificuldades para retirar a tornozeleira. Presidentes e executivos de empreiteiras, empresários agrícolas como José Carlos Bumlai e tantos outros ficam privados de dar sua colaboração à presidente.

Enfim, essa história de país do futuro já é passado. Não deu certo nem com o ótimo livro de Stefan Zweig. Em fevereiro de 1942, convencido de que o mundo era como era e o Brasil também era como 
era, ele se matou ao lado da esposa.

O passado que passou

Em maio de 2000, o governador paulista Mário Covas, PSDB, foi à Secretaria da Educação, cercada por professores em greve (a presidente do sindicato era, desde então, a mesma de hoje). Foi agredido a pauladas e pedradas, ferido na testa e no lábio inferior, mas se manteve firme: "Ninguém vai impedir o governador de entrar numa secretaria de Estado pela porta da frente", disse. Saiu também pela porta da frente, sendo apedrejado.

Seu herdeiro político, Geraldo Alckmin, foi à missa pelo aniversário de São Paulo, na Catedral da Sé. Como viu que umas vinte pessoas do Movimento Passe Livre estavam por lá, saiu escondido pelos fundos. O prefeito Fernando Haddad, PT, dava entrevista quando foi atingido por uma garrafa vazia de plástico. Assustado, saiu na hora, protegido pela segurança.

Exemplo de ontem

Em 24 de dezembro de 1961, 700 presos se rebelaram na Penitenciária Lemos de Brito, Rio, e tomaram dois dos quatro pavilhões. Quando o governador Carlos Lacerda chegou, havia dois presos mortos por facções rivais; e a Secretaria de Segurança já tinha dado ordem para que a Polícia invadisse o local. Lacerda entrou sozinho no presídio, sem seguranças. Disse que quem tivesse queixas razoáveis seria ouvido; quem quisesse violência enfrentaria o rigor da lei. Uma frase: "Não temos medo de quem acha que é valente, porque não somos mais nem menos valentes do que vocês. Vamos conversar e chegar a um entendimento". A rebelião acabou logo depois. 

Pois é: autoridade não fugia nem se escondia.

Os donos do Friboi

O Ministério Público Federal de São Paulo acaba de denunciar sócios e executivos do grupo JBS (controlador do Friboi) e do Banco Rural, por crime contra o sistema financeiro. Nove pessoas fazem parte da lista, entre elas Joesley Batista, sócio do JBS, e a banqueira Kátia Rabelo, do grupo Rural (que cumpre pena, condenada no processo do Mensalão). De acordo com a denúncia, houve operações ilegais de empréstimo conhecidas no mercado como "troca de chumbo", envolvendo R$ 80 milhões.

A denúncia foi aceita pela Justiça Federal

O Brasil de hoje

Crise econômica? Falta de dinheiro para internações nos hospitais públicos? Besteira: o BNDES aprovou verba de R$ 10 milhões, que não precisam ser devolvidos, para criar o Memorial da Anistia Política do Brasil, em Belo Horizonte. O Museu funcionará no antigo prédio do Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais.

O Brasil de amanhã

Os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, PMDB, e Minas Gerais, Fernando Pimentel, PT, acertaram com a presidente Dilma a criação do Fundo de Recuperação do Rio Doce, com recursos das multas à Samarco (cuja represa cedeu, destruindo a região) e outras envolvidas nos danos ambientais. 

Só há um problema: até hoje, enormes multas são cobradas de empresas que cometem irregularidades, mas pagá-las é outro assunto. Fica para depois, um dia desses. 

Quem sabe não sabe

De Fred Monteiro, do "Jornal da Besta Fubana" (http://www.luizberto.com/) a respeito da viva alma mais honrada que já surgiu em toda a história do mundo:

"Não tem santo, nem beato de igreja/ não tem virgem tão pura, nem tão casta; Uma vestal na minha frente é uma nefasta/ Prostituta, fim de rua, que sobeja, a imundícia de quem sua boca beija/ Pois eu sou o homem mais puro que nasceu; Neste vasto país sou o apogeu/ da pureza, do bem, da honestidade/ E duvido que em toda a Humanidade/ HAJA ALMA MAIS HONESTA DO QUE EU".

carlos@brickmann.com.br
Twitter: @CarlosBrickmann

Alexandre Garcia- O futuro das crianças

Esta semana, encerrei o Bom Dia Brasil com um comentário horrorizado. Recém tínhamos mostrado o flagrante de um assalto em que três bandidos esperam a chegada de uma família de volta a casa. Ao descerem do carro, o casal e dois filhos pequenos, são abordados por assaltantes armados, que querem tudo: celular, relógio, carteira e carro. Um deles espanca o homem diante de seus filhos. Uma cena que as crianças jamais vão esquecer. Perguntei, então, olhando para cada pessoa que nos assistia no Bom Dia: “Se não reagirmos agora, que futuro estaremos preparando para as crianças brasileiras?” Deixo as respostas para você que me lê. E que ouve, todos os dias, as autoridades mentirem que no mundo é assim; e sempre aconselhando que não reajamos, que nos entreguemos passivamente aos bandidos. Já nos desarmaram sem desarmar os bandidos e não querem que reajamos. 

Tenho dito que estamos nos educando como cordeirinhos indo passivamente para a tosquia ou para o matadouro. Trabalhamos cinco meses por ano só para pagar impostos e não recebemos o mais comezinho serviço público, que é o da segurança, para nossas vidas e nossos pertences. O estado brasileiro não é um fracasso; fracasso é nosso, que elegemos maus administradores e maus legisladores e ainda ficamos alienados, encolhidos, ensurdecidos pelos tamborins do carnaval e pelos gritos do futebol. Depois do programa, a equipe do Bom Dia Brasil foi se refazer do trabalho da madrugada com um bom lanche. E cada um da mesa - éramos cerca de uma dúzia - tinha um episódio de vítima de assalto - às vezes mais de um - para contar. Fiquei imaginando se um uruguaio ou um chileno estivessem ouvindo na mesa ao lado, o quanto se surpreenderiam. Não acreditariam que vivemos em tal situação - e não reagimos, a não ser para contar o terror passado. É bom lembrar que a cada dia, mais de 150 brasileiros não sobrevivem para contar. 

Somos os campeões mundiais em homicídios dolosos. Dos assassinatos neste planeta, 11% são praticados aqui neste país. Isso é uma emergência, uma catástrofe, mas ninguém liga para isso. Nem nós nem nossos prepostos no Legislativo e no Executivo. Aliás, muitos de nós contribuem para isso, enfraquecendo as leis, desrespeitando fundamentos mínimos de cidadania. Somos vítimas de nós mesmos, de nossa ignorância para a cidadania e civilidade. Será que as crianças que botamos no mundo, nossos filhos, netos, sobrinhos, merecem esse legado? É nossa responsabilidade prepararmos um futuro para eles. Mas é responsabilidade de agora, presente, premente. Ou será que queremos que se lembrem de nós como os que deixaram o banditismo tomar conta?

EFEITO TONTA- Faturamento da indústria de máquinas caiu 14% em 2015

“Não é porque o marxismo é ateu que nós ateus somos marxistas.”(Mim)

“A única coisa ainda transparente em algumas prefeituras é a calcinha da secretária do prefeito.” (Mim)