quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Por que você deveria se importar com a perda do grau de investimento do Brasil pela S&P
Estava lendo Roger Scruton sobre cultura, navegando em ares elevados, quando fui interrompido com a notícia: a agência de risco Standard & Poor’s reduziu mesmo o grau de risco dos títulos públicos brasileiros, de “investment grade” para BB+, considerado um nível especulativo, de não-investimento. E ainda colocou uma perspectiva negativa, ou seja, poderemos sofrer novos rebaixamentos. A perda do grau de investimento era esperada, mas a equipe econômica de Dilma ainda tinha esperanças de evitá-la.
O leitor pode achar que não tem nada com isso, que essa notícia não lhe diz respeito. Mas está errado. Apesar de as agências de risco serem um tanto atrasadas, como ficou claro em 2008, quando elas resolvem agir significa não só que a situação está realmente feia, como isso também gera efeitos práticos importantes.
Muitos fundos grandes de investimentos precisam da chancela oficial das principais agências para alocar capital em certos ativos. Quando o Brasil perde esse selo de qualidade da S&P, uma das mais importantes agências, isso significa que bilhões terão de deixar o país obrigatoriamente, pois não estariam mais enquadrados em seu mandato investindo em títulos “junk”.
Isso mesmo: o Brasil virou “lixo”, virou especulativo, uma espécie de “dama” com a letra escarlate pendurada no pescoço. A fama se espalhou rapidamente, e ninguém mais confia na gestão da presidente Dilma, nas contas públicas, na capacidade de se reverter o quadro caótico de crescente déficit fiscal. E ainda há um monte de assessores e economistas falando que é hora de gastar mais, de se endividar mais, de reduzir os juros na marra!
Não entenderam nada mesmo. E acabaram quebrando o país. O Brasil virou o patinho feio do mundo emergente, um país “exótico”, com um povo animado, sem dúvida, com Carnaval e futebol, mas que não merece ser o destino prioritário do “tsnunami monetário”, do fluxo de capital estrangeiro em busca de melhores oportunidades e retornos.
A gente vai ter que se virar com os agiotas mesmo, graças ao PT. A esquerda, uma vez mais, ajuda os “rentistas” que tanto ataca: com o nome sujo na praça, sem crédito disponível, o nosso governo vai ter que se financiar pagando mais caro. O dólar deve subir ainda mais, a bolsa cair. A crise fica mais aguda após essa notícia, que simboliza bem o estrago causado pela gestão petista. A cabeça de Joaquim Levy corre mais perigo agora.
Seus ativos vão valer ainda menos em moeda forte, caro leitor, e seu emprego corre risco. A S&P não é a culpada, claro. Não adianta atirar no mensageiro. O responsável por essa lambança toda tem nome e sobrenome soviético. Não foi por falta de aviso. Mas o povo resolveu insistir no erro em 2014. Agora teremos de aguentar o sofrimento, que não será nada suave.
Vou voltar para meu livro do Scruton sobre cultura agora, que é para respirar ares mais elevados e limpos, onde petistas não chegam com seu poder de destruição.
Rodrigo Constantino
Rebaixamento da nota de risco do Brasil ocorreu antes do esperado e deve acentuar crise política
O rebaixamento da nota de risco do Brasil, anunciado nesta quarta-feira pela agência de classificação Standard & Poor's, era o elemento que faltava para dar cores mais dramáticas às crescentes crises política e econômica do país. O corte da nota era um risco presente, mas esperado - caso ocorresse - apenas para o ano que vem, segundo analistas.
"O mercado apostava que a agência ia esperar um pouco mais. Havia um consenso de que isso iria ocorrer em 2016", diz Celso Plácido, estrategista da XP Investimentos. "Está muito difícil de governar, e agora acontece um negócio desse. Ganhou-se e perdeu-se o grau de investimento em sete anos. Terá uma pressão política muito grande."
VEJA
Leia mais...http://veja.abril.com.br/noticia/economia/rebaixamento-da-nota-de-risco-do-brasil-ocorreu-antes-do-esperado-e-deve-acentuar-crise-politica
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Portal Libertarianismo-Aplicando a Teoria das Janelas Partidas a Polícia
Um dos mais influentes conceitos sobre o policiamento da nossa era, a Teoria das Janelas Partidas, diz que desordem e crime “geralmente estão quase que totalmente ligados a uma lógica de causa e consequência”. Ao nível da comunidade, ignorar a desordem gera mais desordem, assim como uma construção com uma janela quebrada logo terá outra janela quebrada. Essa percepção foi amplamente aceita pelos órgãos de repressão nos Estados Unidos. Contudo, como Ken Whiterecentemente observou em um artigo, ainda temos que aplicá-lo à polícia. “Se tolerar janelas quebradas gera mais janelas quebradas e uma criminalidade galopante, qual será o impacto da má conduta policial? ”. Ele aponta exemplos para provar que eles são terríveis:
Assim como os ladrõezinhos de bairro já puderam quebrar janelas impunes, a polícia continua podendo matar de forma impune. Eles podem matar pessoas desarmadas e mentir sobre isso. Eles podem mentir e matar uma criança que portava um brinquedo do mesmo modo que um jogador de GTA faz no jogo. Eles podem, “sem querer”, abrir portas de armas na mão e matar testemunhas oculares, sem medo de terem que enfrentar algum tipo de consequência. Eles podem asfixiar-te até a morte por falar demais enquanto ganhava algum dinheiro vendendo cigarros contrabandeados. Eles podem te balear porque não conseguem identificar os bandidos, ou podem atirar em você porque tem uma péssima mira, e eles podem querer atirar em você porque viram algo que parece uma arma na sua mão, algo que pode ser, qualquer coisa, inclusive nada.[…] Nós não estamos perseguindo quebradores de janela. Não! O que estamos fazendo é permitir que o sistema possa agir dessa maneira sem se preocupar com as consequências. […] . Nós damos a eles [...] terceiras e quartas chances. Nós fingimos que eles têm a capacidade sobrenatural de saber quem é e quem não é bandido apenas passando o olho, mesmo quando a ciência nos diz que isso é besteira.Nós desesperadamente lutamos para apoiá-los, mesmo quando se mostraram mentirosos. Nós falamos que “criminosos tem direitos demais”, para logo em seguida, darmos níveis de proteção jurídica absurdos para policiais, mesmo quando eles abusam do seu poder ou nos matam.
Eu nunca tinha pensado nos abusos policiais dessa forma. Entretanto, parece-me que as reformas que devem ser aplicadas caso levemos a Teoria das Janelas Partidas para dentro das forças policiais são extremamente similares as que os críticos da atuação da polícia desejam. Como punir policiais no primeiro sinal de comportamento nocivo? Filme todas as suas ações e as guarde em um servidor na nuvem que eles não têm acesso. Designe promotores independentes para lidar com casos de comportamento ilegal. E acabe com a prática de mediadores reverterem punições dadas a policiais com mau comportamento.
Como um policial aposentado de St. Louis disse ao Washington Post,
O problema é que os policiais não são responsabilizados por suas ações. Esses agentes quebram a lei e violam direitos sem que nada aconteça. Eles sabem que a justiça é diferente para civis e policiais. Até mesmo quando policiais são pegos, eles sabem que serão investigados pelos seus amigos, e ganharão uma licença remunerada. Meus colegas falavam, de forma debochada, que estavam tirando férias. Isso não é punição. Além de que, abusar do uso da força é sempre é aceito em nossas cortes e júris. Promotores são próximos dos órgãos de segurança pública, e compartilham com eles os mesmos valores e ideais.
Todavia, existem exemplos esparsos de intervenções anti-brutalidade dando frutos. E qualquer policial que tenha objeções aos seus superiores punindo até os casos relativamente menores de má conduta policial deveria refletir se eles acreditam que policiais devem ter o poder de tratar até crimes pequenos como grandes crimes em suas batidas.
Quando James Q. Wilson e George L. Kelling rabiscaram sua Teoria das Janelas Partidas para a edição de março de 1982 da revista The Atlantic, eles incluíram a seguinte passagem:
Um cético relutante pode reconhecer que um policial que faça patrulha a pé pode manter a ordem, mas ainda assim insistir que esse tipo de “ordem” tem pouco a ver com que realmente causa medo a comunidade – isto é, crimes violentos. Até certo ponto, isso é verdade. Contudo […] outsiders não deveriam supor que sabem quanto do medo que existe em muitos barros das grandes cidades deriva do medo de crimes “reais” e quanto vem de uma sensação de que as ruas estão em desordem, um tipo de conjunção desagradável e preocupante. As pessoas de Newark, a julgar pelo seu comportamento e comentários dirigidos aos entrevistadores, aparentemente, atribuíram um alto valor para a ordem, e se sentem aliviados e reassegurados quando a polícia os ajuda a mantê-la.
De maneira similar, os outsiders de hoje não deveriam supor que eles sabem quanto do medo que existe em muitos barros das grandes cidades deriva do medo de crimes de civis e o quanto deriva da sensação de que policiais são desordeiros – um tipo de conjunção desagradável e preocupante. Muitas pessoas em Ferguson, Cleveland, Nova York, e em todo lugar sentem-se aliviadas e reasseguradas se maus policiais fossem parados ao primeiro sinal de má conduta ao invés de mantidos por aí para que o exemplo se espalhe.
// Tradução de Otavio Ziglia. Revisão de Ivanildo Terceiro. | Artigo Original
Sobre o autor
Conor Friedersdorf é um escritor pessoal em The Atlantic, onde concentra-se em política e assuntos nacionais. Ele vive em Venice, Califórnia, e é o editor-fundador do The Best of Journalism , uma newsletter dedicada à não-ficção excepcional.
IL- O governo moribundo de uma Presidente que não para de errar
O dia 7 de setembro, data notoriamente histórica para o Brasil por se tratar da efeméride referente à nossa Independência ocorrida em 1822, também passará a ser lembrado de alguma forma por aquilo que se deu em 2015. Para evitar vaias e manifestações legítimas contra a Presidente Dilma Rousseff durante o desfile cívico de comemoração da data, o governo decidiu colocar todo o seu autoritarismo para fora e descobriu a “solução”: Cercar o local da festa com chapas de aço que, juntas, formaram um muro da vergonha, como está sendo chamado nas redes sociais, que impedia o acesso de manifestantes.
O que diriam os petistas se essa “medida stalinista” fosse tomada durante o governo de um adversário? Como pode se sustentar no poder uma mandatária que se protege da própria população de seu país? Dilma e o Partido dos Trabalhadores conseguiram realizar mais uma “proeza” daquelas que vêm se enfileirando como dominós que aguardam a queda do primeiro para cair em sequência. Acontece que, quando se trata de um governo, a ocorrência deste tipo de efeito dominó representa a insustentabilidade da gestão, que perde credibilidade, autoridade, articulação política e condição administrativa de prosseguir.
Essa afirmação se confirma quando descobrimos que a Presidente decidiu não se dirigir à Nação através do rádio e da televisão, como tradicionalmente fazem os governantes no Dia da Independência. Fê-lo por medo de novos panelaços surgirem nas grandes cidades brasileiras enquanto seu rosto aparecesse na tela. A equipe de comunicação de Dilma resolveu que seria melhor realizar apenas uma gravação para a internet. Neste vídeo -pasmem – a detentora de um coração valente diz: “Se cometemos erros, e isso é possível, vamos superá-los e seguir em frente”. Ou seja, Dilma ainda cogita que possa não ter errado. Ela trata os erros gigantescos de seu governo como uma mera hipótese, usando palavras condicionantes em uma tentativa fracassada de mea culpa.
É por essas e por outras que os parlamentares, os ministros, os chefes das casas legislativas e até mesmo diversos petistas não compareceram ao desfile. Eles não quiseram dividir o palanque com Dilma, pois sabem que ela não é mais Presidente no sentido real da palavra. Pode até ser que o governo de Dilma chegue, aos trancos e barrancos, até o seu final, mas não há dúvidas de que, na prática, ele já terminou e, se seguir em frente, o fará moribundo.
Bruno Kazuhiro é Presidente Nacional da Juventude Democratas
Ato na Câmara amanhã vai detonar nova tentativa de impeachment de Dilma
Partidos de oposição fazem amanhã, na Câmara, um grande ato para lançar um site para recolher assinaturas em apoio ao impeachment de Dilma.
A ideia é ter na mão uma petição popular oficial que embase um pedido de abetura de impeachment. Todos os pedidos que até hoje chegaram a Eduardo Cunha partiam de grupos isolados, sem capilaridade.
O jogo combinado entre Eduardo Cunha e os deputados envolvidos nas negociações para derrubar Dilma, até agora, prevê o seguinte calendário.
Primeiro, o pedido será apresentado a Cunha.
Depois, Cunha vai recusar, a exemplo do que vem fazendo até agora.
O terceiro ato será um recurso a ser apresentado pela oposição em plenário. E aí Cunha, se tudo der certo, fechará os olhos e, como que surpreendido, verá o processo de impeachment ser instalado na Câmara.
FUNERAL TAIMES- S&P corta nota do Brasil, e país perde selo de bom pagador
Agência retira grau de investimento concedido em 2008. Decisão deve aprofundar crise.
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