sexta-feira, 31 de julho de 2015
"Rabinovitch" é o personagem principal da versão russa de "piadas de judeu". Todas as anedotas abaixo são da época da URSS.
Ao ver o luxuosíssimo funeral de um membro do Partido, Rabinovitch comentou:
-- Mas que desperdício! Com este dinheiro eu faria o funeral de todo o Partido!
Rabinovitch, veja que céu lindo!
-- Pois é, -- responde ele, sem levantar a cabeça. -- isto eles sabem fazer.
O secretário perguntou ao Rabinovitch por que ele não compareceu à última reunião do Partido. E ele respondeu:
-- Se soubesse que era a última eu iria!
Rabinovitch comenta: -- Haviam os faraós e os judeus. Os faraós foram extintos, os judeus ficaram. Houve a Inquisição e os judeus. A Inquisição acabou, os judeus ficaram. Haviam os nazistas e os judeus. Os nazistas desapareceram, os judeus ficaram. Agora temos os comunistas e os judeus.
-- O que você está querendo insinuar?
-- Nada, não. Os judeus chegaram às finais...
Toda manhã Rabinovitch chega na banca de jornais, examina a primeira página do jornal "Pravda" e vai embora sem compra-lo. Um dia o vendedor lhe pergunta o que está procurando:
-- Procuro um necrólogo.
-- Mas, os necrólogos estão na última página.
-- O necrólogo que procuro, vai ser publicado na primeira.
Selintripod
PARLAMENTARISMO PARA O BRASIL por Antônio Augusto Mayer dos Santos. Artigo publicado em 31.07.2015
Nove governos autoritários. Três períodos ditatoriais. Seis dissoluções do Congresso Nacional. Vinte rebeliões militares. Doze estados de sítio. Sete Constituições. Três renúncias. Um impeachment. Dezenas de cassações, desaparecimentos e exílios. Aniquilamento de direitos, universidades e partidos políticos. Três presidentes impedidos de tomar posse e cinco depostos. Nos últimos 85 anos, entre os civis eleitos diretamente, apenas três concluíram os seus mandatos.
Eis algumas aberrações do presidencialismo absolutista brasileiro. O saldo do sistema que jamais proporcionou uma estabilidade institucional prolongada ao país é vergonhoso. Evidentemente que não é possível atribuir-lhe todos os tropeços. Nem aos propagandistas republicanos. Antes pelo contrário. O Manifesto de 1870 calcou a sua argumentação no governo de gabinete. O positivismo de Comte é que veio na garupa do golpe que baniu a monarquia e desvirtuou a proposta. Deu nisso que tem dado.
Não se diga que nos países parlamentaristas não ocorrem crises ou que não haja corrupção, desmandos e inflação.
Há sim. A diferença é que neles a legitimidade e credibilidade para o exercício do poder são mais bem preservadas. Funciona assim porque primeiros-ministros lideram governos executando diretrizes amplamente respaldadas e presidentes ou monarcas representam Estados sem teias partidárias. A autonomia nas funções, além de impedir a concentração de domínios que caracteriza o presidencialismo, valoriza a atividade fiscalizatória do Legislativo. Enquanto nos governos de gabinete os equívocos são defenestrados pela moção de desconfiança, nos presidencialistas o país tem que aturar a desidratação do mandato de quem venceu a eleição até que a próxima se realize.
Na essência, o modelo presidencial instiga a rivalidade entre poderes e o parlamentarista promove integração. Aquele depende de alianças vacilantes, o outro se assenta em maiorias estáveis. Contudo, a vantagem mais eloquente do parlamentarismo é possibilitar que os governos considerados bons durem o tempo necessário e os duvidosos terminem antes do prazo. Melhor para o povo. Parlamentarismo para o Brasil.
*Advogado
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