sexta-feira, 26 de junho de 2015

Criacionismo na escola?

Eu menino e a salvadora Conga Azul

EU MENINO E A SALVADORA CONGA

Dedões espalhados
Pés encardidos e cascudos no macadame quente
Brincando de bola nos campinhos de terra
Atirando de caubói no timbozal da Marechal Bormann
Ou atacando de Três Mosqueteiros
Após a matinê no Cine Ideal
Catando pente de mico perto do riacho
Buscando araticum nas matas do Palmital dos Fundos
Enroscando-se nos carrapichos
Pisando nas rosetas e pedras pontiagudas
Tudo o que fazia o sofrimento dos pés
Foi acabado ou reduzido
Com chegada da salvadora Conga Azul.

Oh, muito obrigado!

Oh, muito obrigado!


A verdade conto é que tal agradecimento aconteceu
Pois Alberto era um sujeito distraído
Que vivia no mundo da lua.
Fato é que ao ser apresentado à mulher de um amigo de longa data
Disse até com certo enfado
Oh, muito obrigado!

É difícil permanecer mentalmente estável diante do quadro político brasileiro. São muitos sapos para engolir, uma multidão deles afrontam a mais simples inteligência. Necessário se faz um pouco de fantasia para poder engolir mais alguns.

“Ninguém tira o mel da vida sem tomar umas ferroadas.” (Filosofeno)

UMA NOVA VIDA

 UMA NOVA VIDA

Naquele dia Arnaldo estava um traste. O céu era marrom, a saliva tinha fel. Queria um abismo só para chamar de seu. Chegou em casa e foi direto para o canil. Mandou o Duque para dentro da residência e se deitou na casinha do cão. Espreguiçou-se, lambeu os beiços e passou a roer um osso. Antes da meia-noite já estava latindo para os passantes.

No açougue Janio Quadros

“Senhora, cortei dois quilos de bife. Fi-lo, porque quilo é pouco!” (Mim)