Após a rejeição de Guilherme Patriota para a OEA, há a expectativa no Itamaraty de que outro bolivariano pode vir a ser o próximo rejeitado no Senado: Antônio Simões, indicado embaixador em Madri. A Espanha levou uma eternidade para dar agrément (o “aceito”), sinal eloquente do desagrado com a indicação, em linguagem diplomática. É conhecido o zelo chavista do indicado, que colegas chamam de “Simões Bolívar”.
Simões é acusado por colegas de ajudar a crucificar Eduardo Saboia, que salvou a vida de um senador perseguido pelo governo da Bolívia.
Fonte- Claudio Humberto
quarta-feira, 27 de maio de 2015
A história do "Senhor 10%"
O FBI se debruça sobre o caso de corrupção na Fifa desde 2011, segundo O Globo. Foi quando surgiu uma peça central da investigação: Chuck Blazer, ex-membro do comitê executivo da Fifa. Ele foi acusado de ter recebido propinas entre 1990 e 2011, quando era secretário-geral da Concacaf, que regula o futebol na América do Norte e no Caribe.
Para escapar dos processos, tornou-se informante do FBI. Seu apelido era "Senhor 10%", por causa de uma famosa negociação de contrato na qual conseguiu receber 10% do valor final em propina.
Seu estilo de vida era extravagante. Tinha casa em condomínio de luxo nas Bahamas, mas o verdadeiro luxo estava em Nova York. Lá, o cartola americano tinha dois apartamentos na Trump Tower. Um para ele mesmo e outro para seus... gatos.
As autoridades estimam que ele tenha recebido mais de 20 milhões de dólares enquanto era chefão da Concacaf. Blazer gravou uma série de reuniões com executivos da Fifa e as entregou ao FBI. Ele deixou a entidade em 2013 e sumiu do mundo do futebol.
O Antagonista
Onde os escândalos da Fifa e da Lava Jato se unem
Há um ponto de união entre o escândalo de corrupção da FIFA e a Operação Lava Jato: o altar. A filha do empresário J. Hawilla, réu confesso do esquema de pagamento de propina dos cartolas, Renata, se casou em fevereiro deste ano com herdeiro da construtora OAS, Antonio da Mata Pires. Seu pai, Cesar, é um dos fundadores da empreiteira baiana que teve quatro executivos presos na operação da Polícia Federal e agora está em recuperação judicial. Hawilla, em prisão domiciliar em Miami, não compareceu à festa de união da filha, assim como não viajava ao Brasil há quase um ano. Aos familiares e amigos que perguntavam pelo patriarca, a resposta era uníssona: ele se tratava de um câncer na garganta nos Estados Unidos e não podia fazer viagens longas. A justificativa era falsa. A doença, verdadeira. (Ana Clara Costa, de São Paulo)
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