terça-feira, 14 de outubro de 2014

Lya Luft em Zero Hora: “A democracia implica não haver domínio de poder, de cargos, de ideologias"

A escritora Lya Luft, colunista do jornal Zero Hora e revista Veja, abriu seu coração nesta terça-feira declarando seu voto em José Ivo Sartori (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), confira o texto:

"Minha posição tem sido muito clara, até porque há 10 anos sou colunista da Veja, batalhadora corajosa por uma mudança na política do país. Está na hora de mudar: não digo isso por achar importante, pois está superado o conceito estrito de direita ou de esquerda, mas porque democracia implica não haver domínio de poder, de cargos, de ideologias e, sim, de alternância para que se conceda espaço e oportunidade a todos. O que interessa é que o Brasil está estagnado. Pior do que isso, anda para trás. Tenho escrito incansavelmente sobre ameaças periódicas à liberdade de imprensa, com projetos que, obtendo clamor contrário, são retirados por algum tempo para depois voltar. Vejo o povo cansado, desesperançado, carente de segurança, escola, saúde, moradia, dignidade: não podemos querer que continue um país onde haja tantas pessoas aguardando meses ou anos por um tratamento urgente, velhos morrendo em macas em corredores de hospital, mulheres parindo no chão, crianças levadas de volta para casa sem sequer um remédio porque no posto de saúde não havia nada. Nem podemos continuar prisioneiros do medo dentro de nossas casas, com constantes assaltos nas ruas, mesmo movimentadas e em pleno dia, o narcotráfico fora de controle, a corrupção grassando.

Receio a perpetuação de uma linha ideológica, temo a cristalização de ideias e posturas, sobretudo se não estão levando a progresso, a maior bem-estar do povo, a mais integração com as nações desenvolvidas: um paulatino isolamento nos priva de grandes avanços em geral.

Por isso e muito mais, quero mudanças sérias, lúcidas, positivas. Meu voto para o governo estadual é de Sartori."
Do blog do POLÍBIO BRAGA

“Gente que fala demais acaba não tendo ouvinte.” (Eriatlov)

“Estou ficando velho. Não suporto mais o calor que faz aqui.” (Satanás)

“Domingo todo mundo nos templos e igrejas. Um mundaréu de gente reza para o ‘outro’. E eu só tomando pancada. Como não ficar deprimido?” (Satanás)

“O PT sempre adorou jogar pedras. Agora que é vitrine reclama?” (Mim)

Todos unidos contra o PT – artigo de hoje no GLOBO

Sindicalistas, evangélicos, ambientalistas, liberais, conservadores e social-democratas: há de tudo na enorme coligação unida em torno da candidatura de Aécio Neves. O tucano, seguindo os passos de seu avô Tancredo, soube costurar acordos com base programática e construir pontes para ligar diferentes grupos em torno de um objetivo comum: tirar o PT do poder, preservar nossa democracia e fazer a economia voltar a crescer.
Em pânico, o PT acusa o tucano de “reacionário”, de “neoliberal” ou de “inimigo dos pobres”. Mas o PSDB nunca foi um partido de direita, e sim de centro-esquerda. Só que uma esquerda civilizada, democrática, nos moldes da social-democracia europeia, enquanto o PT flerta com a esquerda retrógrada, autoritária, defensora dos piores regimes ditatoriais do mundo.
Que direita é essa que junta Marina Silva e Eduardo Jorge, ambientalistas que militaram na esquerda a vida toda? Sim, é verdade que o Pastor Everaldo e Jair Bolsonaro também apoiam Aécio. Mas isso só mostra como existe um gigantesco campo ideológico em torno de sua candidatura, justamente porque há uma prioridade mais urgente e comum a todos, que é impedir o Brasil de se tornar a próxima Argentina ou Venezuela.
“Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do pais e do bem comum”, escreveu Marina Silva em sua carta de apoio ao tucano. Ela está certa: ninguém aguenta mais o PT no poder, esse modelo ultrapassado, corrupto, incompetente, que pode significar nosso suicídio coletivo se durar mais quatro anos.
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PT no rádio: 'Hoje povão come carne' Sou filho de operários. Durante o regime militar eu já comia carne.Então Dilma, senta.