terça-feira, 22 de julho de 2014

Nota de Repúdio ao Programa “Câmera Record” de 16/07/2014 by Rosmary Mariano • 18 de julho de 2014 • AGENDA • 0 Comments


by  • 18 de julho de 2014 • AGENDA • 0 Comments



O Movimento Não Foi Acidente vem perante a população brasileira apresentar seu REPÚDIO à forma como a o Programa “Câmera Record” da TV Record exibido na noite de 16 de julho de 2014, tema: “Qual era a profissão das celebridades antes da fama”, abordou o crime de trânsito que vitimou  Luís Antônio Nunes Aceto (35) e Eveline Moreti Soares (31) em 20 de agosto de 2001, quando o Sr.  Ivair dos Reis Gonçalves, dirigindo um carro BMW, vinha em sentido contrário, em altíssima velocidade, 160 km por hora,   atravessou a pista e colidiu contra a motocicleta em que estava o casal. O motorista do carro foi condenado por duplo homicídio culposo. O motorista que matou o casal é o conhecido cantor Renner da dupla “Rick e Renner”.
Da mesma forma que a Rede Record em seus programas já entrevistou os familiares de vítimas da violência viária mostrando a sua dor, bem como, a impunidade nos casos de crimes de trânsito, os cidadãos brasileiros merecem que esse comportamento seja mantido. Os familiares de vítimas da violência viária têm o direito de exigir respeito e dignidade na não veiculação de imagens de seus entes queridos mortos e, nesta reportagem o corpo de Luís foi exibido dentro de um saco plástico, imagem desnecessária!
Quase três anos de esforço e luta se passaram desde a criação do Movimento Não Foi Acidente e queremos que a violência viária recorrente dos crimes de trânsito não seja mais tratada como meros acidentes. Dirigir em velocidade acima da permitida e matar duas pessoas não é acidente, é crime!
No entanto, o que vimos neste programa leva os familiares das vítimas a sofrer mais dor do que já vem sentindo nos últimos 12 anos e 1 mês.
Sabemos que é direito de qualquer cidadão ir a televisão e dar a sua versão dos fatos,  mas também é obrigação de todo profissional e programa jornalístico no comportamento sob a ética zelar pela verdade.
Perguntamos: Dirigir a 160 km por hora e matar duas pessoas é acidente?
E se Renner vive “o agora”, como disse na entrevista, a família de Luís e Eveline ainda vive em luto.
E se Renner afirma que “todos nós estamos expostos a coisas assim”, afirmamos que, a dirigir em velocidade acima da permitida é assumir o risco de matar.
E se para Renner foi um “fato inusitado para toda a sua vida”, como ficou a família de Luís e Eveline?
E quando Rick afirma que “a pancada foi forte para a dupla”, perguntamos, e para as vítimas? A mãe de Luís sequer o pode vestir, somente pode beijar a sua testa. A única parte do corpo de seu filho que não ficou dilacerada com o choque.
Que os fãs de Renner saibam, ele foi o único responsável por estar dirigindo a 160 km por hora, perder a direção de seu carro e matar duas pessoas. Não chovia, na verdade era um dia de sol, o dia que se tornou noite na vida dos familiares de Luís e Eveline, uma escuridão que ainda permanece.
Assim, em face do ocorrido, pedimos que em nome dos familiares de vítimas de trânsito, a mídia tenha mais cuidado ao expor a imagem de uma vítima morta, fazendo do presente REPÚDIO uma homenagem às vítimas da violência viária que tiveram os seus sonhos interrompidos pelo egoísmo de outrem, bem como, em homenagem a todos os familiares de vítimas de trânsito que, com zelo, ética, dedicação e respeito, têm buscado um país mais justo e com menos mortes devido a direção irresponsável.

DISCUSSÃO “Eu honro os meus fios de bigode. Não respeito quem não tem pelo na cara.” (Elvanio, o grosso) -Aí Pócrates respondeu para ele: “Se pelo tivesse tanto valor não nascia também na bunda.”

Rodrigo Constantino- Mercado de livros patina e conclusão é óbvia: brasileiro quase não lê!

Deu na PublishNews:
Enquanto o PIB brasileiro cresceu 41,82% na última década, a indústria editorial aumentou seu faturamento em apenas 7,34%. 
Segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada hoje pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL), o faturamento das editoras de livros no Brasil alcançou R$ 5,36 bilhões em 2013, o que representa um crescimento nominal de 7,52% em relação ao ano interior. Descontada uma inflação de 5,91% (IPCA), o crescimento real foi de 1,52%.
A primeira má notícia é que, em termos reais, o faturamento apurado pela FIPE – entidade responsável pela pesquisa – ainda está abaixo do valor alcançado em 2010. Ou seja o crescimento deste ano não compensou a péssima performance do mercado em 2010 e 2011.
A segunda má notícia é que o crescimento de 2013 deve-se puramente ao aumento das compras governamentais que chegaram a R$ 1,47 bilhão no ano passado contra R$ 1,32 bilhão em 2012. Trata-se de um crescimento nominal de 12,04% e, uma vez deflacionados os números, de um aumento real de 5,79%. Em 2013, 27,51% do faturamento das editoras foi oriundo de compras governamentais, comprovando a dependência do setor no governo. Mas por que isto seria uma má notícia? A razão é simples: enquanto o governo aumentou suas compras, as vendas dos editores ao mercado privado ficaram praticamente estagnadas.
A conclusão é evidente: o brasileiro não tem o hábito da leitura. Um faturamento inferior a R$ 4 bilhões no mercado privado é ridículo para um país com 200 milhões de habitantes! Isso representa um gasto bruto anual de apenas R$ 20 per capita, ou seja, nem um livro por pessoa!
Isso para nem entrar na questão da qualidade dessa leitura, nos casos em que ela existe. Os livros de autoajuda que, como o nome já diz, ajudam apenas seus autores, representa cerca de metade do total vendido. Brasileiro quase não lê e quando o faz escolhe porcaria. É um quadro realmente preocupante.
Também, o que esperar quando o ex-presidente Lula dizia abertamente que não gosta de ler, pois isso lhe causava azia, e a atual presidente, tida como grande leitora e apreciadora de livros por parte da imprensa, mal consegue articular uma frase sobre sua leitura mais recente?

“Antes Lula fosse um sapo. Não faria mal ao país, ficaria pelas lagoas comendo insetos.” (Pócrates)

“Não quero mais Dilma. Eu quero minha mãe!” (Brasil)

A decadência cultural brasileira: Zuenir Ventura em lugar de João Ubaldo Ribeiro na Academia Brasileira de Letras?

Depois da oficialização da candidatura de Ferreira Gullar à vaga de Ivan Junqueira na Academia Brasileira de Letras, só há três escritores brasileiros vivos capazes de substituir João Ubaldo Ribeiro sem resultar em uma queda vertiginosa de versatilidade e qualidade – e possivelmente elevando esta última: Rubem Fonseca (89 anos), Olavo de Carvalho (67) e Diogo Mainardi (51). O embaixador José Osvaldo de Meira Penna(97), de quem só a concepção psicológica do povo brasileiro em obras-primas como Em berço esplêndido já vale pelas obras completas de uma porção de acadêmicos, é uma ausência sacramentada tão lamentável que nem comento mais.
Nenhum dos outros três, no entanto, demonstra interesse em se candidatar. O primeiro seria barbada. Amigo de Ubaldo, com quem almoçava às terças-feiras no Leblon, “Zé Rubem” ainda era considerado por ele o melhor escritor do Brasil. Os outros dois, que já detonaram as obras de boa parte dos imortais da ABL e desmascaram há décadas os engodos esquerdistas, sofreriam decerto na associação, na imprensa e nas redes sociais as campanhas de oposição mais fortes da história da disputa. O candidato preferido da vez então é Zuenir Ventura, mais um jornalista queridinho das esquerdas, tido até em blog sujo do PT como um cara legal, que escreveu livros legais, e de quem todo mundo gosta (“todo mundo” para esquerdista é como “sociedade civil”: basicamente, a companheirada) e cuja obra também já foi várias vezes detonada por Olavo e Diogo – e até por mim, imagine!, como se vê no post anterior.
Em termos de capacidade de expressão, domínio do idioma, clareza, incisividade, precisão, raciocínio, erudição, horizonte de consciência, acerto de previsões e contribuição literária e intelectual, Zuenir está tão atrás de Ubaldo, Fonseca, Olavo e Diogo que qualquer comparação entre um e outros é de uma covardia até constrangedora. Mas sejamos um tanto covardes.
Enquanto esses dois últimos anteviram toda sorte de vigarices da esquerda revolucionária, Zuenir escreveu na introdução de seu badalado livro 1968 — O Ano que Não Terminou que, embora aquela geração não tivesse conseguido realizar seu sonho de revolução total, havia deixado um importante legado: “arriscando a vida pela política, ela não sabia, porém, que estava sendo salva historicamente pela ética[!!!]. O conteúdo moral[!!!] é a melhor herança[!!!] que a geração de 68 poderia deixar para um país cada vez mais governado pela falta de memória e pela ausência de ética”. Como comentou recentemente o também blogueiro da VEJA Ricardo Setti: “Bem, o livro de Zuenir foi publicado em 1988, quando o presidente era Sarney e a oposição do PT e do recém-fundado PSDB tinha a ética como uma de suas principais bandeiras. Hoje, após tantas e tenebrosas transações, esse legado da ética na política já não cola tanto na geração de 68.” Entre a bandeira pela ética na política e o efetivo conteúdo moral de seus portadores, há uma distância enorme que Zuenir, como bom esquerdista, não soube ou não quis distinguir, contribuindo assim para a imagem (termo que lhe é tão caro) moralmente positiva, imagine, de petistas – imagem esta que, volta e meia, ele ainda forja em seus artigos. Olavo já dava uma explicação definitiva para isto em A nova era e a revolução cultural:
“O público brasileiro tem ouvido este termo [Estado Ético], proferido num contexto de combate à corrupção e de restauração da moralidade. Mas ele é um termo técnico da estratégia gramsciana, que designa apenas uma determinada etapa na luta revolucionária — uma etapa, aliás, bastante avançada, na qual a radicalização do conflito de interesses de classe prepara o início da etapa orgástica: a conquista do poder. Que, no caótico senso comum brasileiro, o termo Estado Éticotenha ressonâncias moralizadoras inteiramente alheias ao seu verdadeiro intuito, mostra apenas que o público nacional ignora a inspiração diretamente gramsciana do Movimento pela Ética na Política e nem de longe suspeita que seu único objetivo é politizar a ética, canalizando as aspirações morais mais ou menos confusas da população de modo a que sirvam a objetivos que nada têm a ver com o que um cidadão comum entende por moral.”
Para uma análise sintética do relativismo moral herdado de 1968, vale a pena ler também “1968, o embuste que não terminou“, artigo que incluí na seção “História & embuste” do capítuloIntelligentzia do nosso best seller O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, uma coletânea que faz os textos de Zuenir Ventura no Globo parecerem as redações escolares que talvez sejam. Não vou comparar aqui a definição de inveja contida no primeiro parágrafo do artigo “Dialética da inveja” (p. 373) com o livro inteiro de Zuenir Inveja – mal secreto, porque não quero extrapolar a covardia literária, mas quem se interessar verá a distinção entre um escritor consciente – como também era Ubaldo – e um repórter atrás de aspas. Tampouco direi quem foi que Olavo incluiu ao lado de Frei Betto e Leonardo Boff ao falar, em entrevista sobre educação, de “todas essas nulidades esplêndidas que, por mero espírito de patota política solidária, o lobby da mediocridade esquerdista impinge aos nossos meninos de escola”.
Não é preciso. No recente e sintomático artigo “Um país duro de digerir“, o próprio Zuenir admitiu sua incapacidade de compreender a realidade, mas naturalmente falando em termos genéricos em nome de toda uma classe (porque assim é mais fácil, não é mesmo?): ”E tanto é verdade que todos nós, jornalistas, economistas, sociólogos, erramos de tal maneira em nossas antevisões que somos chamados de ‘profetas do passado’ — só conseguimos acertar o que passou, assim mesmo, nem sempre.” “Todos nós” para esquerdista, repito, é basicamente a companheirada. E reconhecer os acertos das antevisões de críticos da companheirada como Olavo, Diogo e outros tantos é algo ainda mais acima de suas capacidades do que reconhecer a própria existência deles. Em outro artigo, após o fracasso da seleção na Copa, Zuenir mais uma vez admitiu sua incapacidade em nome da classe: ”Nós, jornalistas, somos mesmo profetas do passado, quase nunca acertamos o futuro. Esperávamos o sucesso nos gramados, e anunciávamos o caos nas ruas, aeroportos e portos. Erramos, embora se saiba que as obras ficaram inacabadas, assim como outros legados de infraestrutura.” Quer dizer: se o PT se vangloria do sucesso da Copa acusando a imprensa de “pessimismo”, Zuenir, em vez de mostrar – como fiz aqui – que a imprensa apenas COBROU que as obras de fato atrasadas ficassem em dia, apressa-se em vestir a carapuça em nome dela, legitimando a propaganda petista. Como antecipara Diogo Mainardi em 2003 no memorável artigo “Corrente chapa-branca“:
“Concordo que é um despropósito cismar com Zuenir Ventura. Ele parece ser uma pessoa afável, generosa, simpática, disponível, amiga. Fala bem de todo mundo e, mesmo quando assume um tom indignado, continua inócuo. O problema é que passei a identificá-lo com os aspectos mais irritantes do novo Brasil lulista: os bons sentimentos afundam na demagogia, os bons propósitos esbarram no corporativismo, os bons princípios camuflam a incompetência, os bons auspícios manifestam um otimismo cabalístico. Como a maior parte dos brasileiros, Zuenir Ventura aderiu a essa corrente para a frente, a essa corrente de Santo Antônio chapa-branca. Espero que a tal lua-de-mel com o governo acabe logo. Cansei de ver gente aplaudindo o pôr-do-sol. Cansei de ler artigos sobre bursite.” A lua-de-mel, como se vê acima e no post anterior, nunca acabou. Ficou apenas, quando muito, menos escancarada. E agora que este “profeta ['nem sempre' certo] do passado” é cotado para a ABL, cismar com ele é um dever intelectual. Sua linguagem hiperbólica para descrever o pôr-do-sol de Ipanema merece ser lembrada pelos acadêmicos como uma amostra do seu nível literário: “Atordoados pela beleza, deslumbrados com o delírio de luz e cor, os banhistas permanecem em contrito silêncio, observando a enorme bola de fogo realizar sua lenta e cuidadosa descida”. Como ironizou Diogo: “Em Ipanema, o sol se põe atrás da favela do Vidigal. Zuenir Ventura descreve a cena como uma autêntica ‘visão do paraíso’. Para mim, o paraíso tem esgoto e água encanada. E não é do Comando Vermelho.”
Muito mais próximo, aliás, de Viva o povo brasileiro, o clássico de Ubaldo que mistura fatos reais com fantasias ficcionais para retratar quatro séculos da História do Brasil, está Contra o Brasil, o quarto e melhor romance de Mainardi, cujo protoganista ridiculariza o país, expondo suas fraquezas – inclusive a servidão voluntária presente em toda a obra ficcional do autor – por meio de citações reais de grandes pensadores estrangeiros que passaram por aqui. Perto de ambos, do poder de cada um de trazer à luz da consciência individual os traços culturais arraigados na sociedade brasileira através da literatura, o livro-reportagem Cidade partida de Zuenir não passa de uma nota carioca de rodapé, para não dizer panfleto do Viva Rio. E não comparo A queda, o melhor livro brasileiro dos últimos tempos, com, sei lá, o autorretrato da patota O que fizemos de nós por pura piedade. Autores como Cristóvão Tezza (61 anos) e Alberto Mussa (52) também já deram contribuições à literatura muito mais valiosas e perenes que Zuenir, especialmente com O filho eterno e agora A primeira história do mundo. Isto sem falar nos contistas Sérgio Sant’Anna (73) e Dalton Trevisan (89), este já premiado pela própria ABL; no poeta, ensaísta e professor Affonso Romano de Sant’Anna (77), que já revelou não ter interesse algum, não acreditar na imortalidade e que aquele fardão lhe “dá a sensação de que estaria embalsamado em vida”; [ou mesmo no historiador Evaldo Cabral de Mello, principal concorrente de Zuenir, como fiquei sabendo pela coluna de Lauro Jardim logo após publicar este artigo;] entre outros.
Sei, como bem disse a imortal Nélida Piñon recentemente no Roda Viva, que “uma instituição está sujeita a equívocos” e que o desejo de integrar a ABL tem de partir também dos autores, e sei também que quando alguém tido como “reacionário” como eu, citando ainda Olavo e Diogo, expõe as mediocridades de um autor esquerdista como Zuenir, isto pode até fortalecer a sua candidatura, mas não posso deixar de constatar o sintoma da decadência cultural brasileira, explícito em uma cadeira que passa de um dos maiores prosadores da história do país para um colunista militante tão aquém da honraria. No velório de Ubaldo, Zuenir declarou:
“Ele foi o maior exemplo de que dá para conciliar as duas vertentes. O maior legado como romancista é a originalidade. Ele foi grande amigo do também baiano Jorge Amado, no entanto não teve influência, sua obra foi diferente, porém tão importante quanto. Como colunista, o que marcou foi a independência do olhar. Ele tinha uma liberdade de expressão e uma independência incrível. João era singular.”
Eu jamais diria que o maior legado de alguém é a “originalidade”, nem que alguém tinha “uma liberdade de expressão”, mas dou o desconto da dor do momento – e, de resto, é tudo verdade. Infelizmente, porém, com a exceção talvez da amizade com Jorge Amado, nada do que foi dito se aplica ao postulante. Imortalizar Zuenir é matar mais uma vez a cultura do Brasil.
Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil

Felipe de Moura Brasil-Esposa de Paulo Coelho “não concorda” comigo sobre Zuenir Ventura na ABL? Obrigado! Está tudo em seu lugar



Se xingamento de MAV (militante da Mobilização em Ambientes Virtuais do PT), pra mim, é tributo, o que seria esta “discordância” vinda da esposa do imortal – acredite – Paulo Coelho?
Veja só que fofinho o comentário da artista plástica em defesa de Zuenir, no Facebook de uma leitora que compartilhou meu artigo…
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No Brasil, dizer que alguém é “excelente”, “maravilhoso”, “do bem” é tido até como “argumento”, “contraposição de ideias”, “refutação” talvez. Eu expus os métodos – conscientes ou inconscientes – do colunista militante do Globo para ludibriar seus leitores, sua linguagem elíptica e hiperbólica, sua dificuldade de expressão, sua incapacidade de análise, sua característica confessa de “profeta (nem sempre certo) do passado”, mas sabe como é: se não dá para defendê-lo de seus erros, proselitismos e limitações, melhor dizer “não concordo”, ele é um cara legal, “isso é injusto!”, poxa vida… Este espírito de patota já resultou em equívocos irreparáveis para a Academia Brasileira de Letras. Espero que, dessa vez, os acadêmicos não deem uma de Christina Oiticica. Chega de magos na ABL. Chega de chapa-branca imortal.
* Recordar é viver:
Paulo Coelho
Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil