sábado, 23 de fevereiro de 2019

BOLSONARO NA CADEIA

Piada com o Lula preso

LENO

Leno sempre teimoso, birrento, quebrando regras. Há dez anos passou próximo de um lago e na borda dele havia uma placa- “LAGO CONTAMINADO. PROBIDO BANHO. ” Prato cheio para ele que tirou as roupas e se jogou n’água. Depois disso perdeu o emprego, todos os amigos e amigas, até parentes próximos. Somente os pais ainda o suportam com galhardia. Faz dez anos que Leno cheira à merda.

PODRES

A canalha nacional continua dando apoio ao bandido Maduro.  O povo sofre como nunca e eles nem aí. Precisam ser postos a correr, isso é inadmissível. E saber que existem coisas que ainda votam nessa gente!


SÍLVIO

O pensamento em fogo de altas labaredas. O vento forte, o mar revolto, sentado na ponta do trapiche um Sílvio sem forças. Suas lágrimas misturadas ao sal, o frio que doía bem menos que o tridente cravado em seu coração. Sem rumo, sem foco, sem nada, esperando o tempo ficar velho. Então acobertada por uma chuva formidável, chegou navegando sobre uma onda brava uma bela sereia. Toda cheia de encanto e ternura carregou Sílvio em seus braços mar adentro, levando ele para o recanto da eterna mansidão.


CORDINHA DE SADDAM

Cordinha de Saddam
Cordinha de Saddam
Venha logo adornar
O pescoço de Madurito.

O FIM DE TUDO

Uma explosão atômica acabou com o planeta terra. Pó sobre pó. Pereceram todos os animais. Dos humanos sobraram José Campos e Jandira Feghali. Quando teve certeza disso, José segurou o folego até morrer.


MARIA
Maria não queria João, queria Paulo. O pai de Maria não queria Paulo, queria João.  Maria mulher objeto desejava ter amor, voz, vida, luz, liberdade. A mão pesada dos costumes desceu sobre Maria que soluçava pelas noites geladas na solidão da cama, desenhando no chão de areia pássaros livres, tentando resignar-se com seu destino e aceitar o determinado pelo pai. Porém algo dentro dela era mais forte, pois corria por suas veias o sangue da insubmissão e do desejo de todos os mortais de ser feliz. Os dias de Maria eram de tristeza, sabendo que o futuro lhe reservava a mesma vida inglória de diversas outras Marias de sua aldeia. Então quando teve certeza que nada mudaria o contrato acertado da troca de uma mulher por cabras e algum dinheiro, foi ao rio. Lá calmamente se deixou levar pelas águas, entrando num transe de paz, conquistando a liberdade tão almejada.