As irmãs Ana e Anita brigavam pelo mesmo homem, o galã Diomedes. Ele avisou, elas não ouviram e continuaram brigando. Então no Dia dos Namorados ele fugiu com a sogra.
terça-feira, 19 de junho de 2018
DIOMEDES
As irmãs Ana e Anita brigavam pelo mesmo homem, o galã Diomedes. Ele avisou, elas não ouviram e continuaram brigando. Então no Dia dos Namorados ele fugiu com a sogra.
BEIJO DE LÍNGUA
Saí aos pulos da minha casa felpuda, pois ouvi um
grito de socorro rouco vindo do banheiro. Fui procurar para ver o que acontecia
e num canto encontrei uma barata que envenenada, agonizava. Fui ter com ela e
disse-lhe: ‘Não tem jeito amiga, para você não há volta, faça o seu último
pedido. Então gaguejou ela: ‘Um beijo de língua, um beijo de língua... - Puta
que pariu barata morra logo! Saí de fininho antes que meu mole coração fizesse
uma besteira da qual iria me arrepender para o resto da vida.
Pulga Lurdes
OLAVO
Olavo sempre descontente, nojento, bufando infeliz pelos cantos, bebendo e jogando. Com trinta e cinco anos ainda não havia se encontrado; lugar algum era o seu lugar, todos eram um lixo. Nada estava bom, azedume para dar e vender. Finalmente aos quarenta anos ele se encontrou, porém não deu certo, pois seu eu também já não era o mesmo. Acabou em suicídio.
TED THOMPSON- O MENINO MALTRATADO
Cinquenta anos, bilhões em patrimônio, sem família,
desejo de fazer justiça, matador de bandidos.
Certo ou errado, assim é Ted Thompson, filho de inglês e mãe brasileira.
Bandido ele não perdoa, mata.
Um menino sozinho chorava sentado no banco da
praça. Ted aproximou-se dele e pediu se poderia sentar-se ao seu lado. O garoto
de oito anos chamado André aquiesceu e então começou a conversar com ele. Foi
aos poucos ganhando a confiança do jovenzinho que desabafou sobre o que o fazia
chorar. O pai batia nele e na mãe sem qualquer motivo. A mãe não o denunciava
por medo de represálias e precisava trazer dinheiro para casa todos os dias,
sendo que fazia o trabalho de diarista. O pai não trabalhava. Quando o dinheiro era pouco a mãe apanhava e
ele também por tentar defendê-la. Ted
pediu onde morava e foi com ele até lá. A mãe apareceu no portão toda feliz ao
ver o filho, pois já estava preocupada. Beijou e abraçou com carinho o filho
amado. O marmanjo também saiu da casa já de cinto na mão dizendo aos gritos que
iria arrebentá-lo de pancadas por sair sem avisar. Ted ergueu a mão e pediu
calma, pois o menino estava traumatizado. O pai mandou que fosse cuidar da sua
vida se não quisesse encrenca. Não sendo dos mais tolerantes, TED entrou
chutando o portão sem pedir licença e desceu a mão no malandro sem dó. O safado
entrou na casa e voltou armado com uma faca, babando de ira. Ted mandou a mãe
levar o menino para dentro e quando ele passou ao lado do miserável levou um
soco no rosto. O menino caiu, sangrando pelo nariz. Ted avançou e tomou a faca do brutamonte,
deu-lhe mais uns bons socos e prevendo um final trágico para o menino e sua
mãe, terminou por enforcar o asqueroso
com o próprio cinto. Tirou do bolso um adesivo e colou na testa do defunto:
“Ted Thompson, o terror dos maus esteve aqui.” Saiu do local e seguiu seu
caminho. Na mesma noite seus homens estiveram na casa para cuidar de tudo e dar
ao menino e a mãe uma boa casa, uma mesada e estudo pago para o menino.
PLUTÃO
Há milhões de anos havia vida em Plutão. Não era o
paraíso, mas melhorava a cada dia. Isso até chegar por lá um tal de Zé Dirceu.
..
APRESENTAÇÃO
O auditório estava lotado de homens de semblantes
sérios, todos elegantemente vestidos, nenhum sem paletó e gravata. Bach
deslizava pelas paredes e fazia sorrir àqueles corações que amavam a boa
música. O ar que se respirava no
ambiente era o odor das boas virtudes, a paz interior que somente homens sem
débito com Deus podem realmente expressar. Silêncio total quando Madame Junot
subiu ao palco para mostrar a tão seleta e educada plateia as novas moçoilas do
seu bordel de luxo.
SÍLVIO
O pensamento em fogo de altas labaredas. O vento forte, o mar
revolto, sentado na ponta do trapiche um Sílvio sem forças. Suas lágrimas
misturadas ao sal, o frio que doía bem menos que o tridente cravado em seu
coração. Sem rumo, sem foco, sem nada, esperando o tempo ficar velho. Então
acobertada por uma chuva formidável, veio navegando sobre uma onda brava uma bela
sereia. Toda cheia de encanto e ternura carregou Sílvio em seus braços mar
adentro, levando ele para o recanto da eterna mansidão.
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“Somo discriminadas, quase párias da sociedade. Mas digo que antes ser pulga que um rato.” (Pulga Lurdes)
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“Vó, a senhora já ouviu falar em algoritmo?” “Aldo Ritmo? Tive um vizinho que se chamado Aldo, mas o sobrenome era outro.”