O pensamento em fogo de altas labaredas. O vento forte, o mar
revolto, sentado na ponta do trapiche um Sílvio sem forças. Suas lágrimas
misturadas ao sal, o frio que doía bem menos que o tridente cravado em seu
coração. Sem rumo, sem foco, sem nada, esperando o tempo ficar velho. Então
acobertada por uma chuva formidável, veio navegando sobre uma onda brava uma bela
sereia. Toda cheia de encanto e ternura carregou Sílvio em seus braços mar
adentro, levando ele para o recanto da eterna mansidão.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
PQP
Ontem à tarde estava eu numa estrada poeirenta no
interior de Arapiraca, sujo e irritado com o calor, encostado num poste
aguardando pelo ônibus quando pousou na estrada um objeto voador e dele saiu um
ser estranho que perguntou se eu queria ir para algum lugar específico que eles
me dariam carona. Respondi que desejava ir para a casa do diabo lá na puta que
pariu. Então ele me respondeu que ir à Venezuela estava fora do itinerário. Foi
embora e sumiu entre as nuvens.
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