sábado, 5 de maio de 2018


“Como ser feliz? Qualquer propinazinha de alguns milhões e já pensam em nos encarcerar.” (Deputado Arnaldo Comissão)


“Deveríamos ter por aqui uma máquina para lavar corruptos. Eu entraria nela e sairia limpinho.” (Deputado Arnaldo Comissão)



“Sou um homem de muito valor. Saibam todos que eu não me vendo por pouco.” (Deputado Arnaldo Comissão)


“Por que o povo vota na gente? Bem poderiam pegar o presentinho e não votar. Talvez por semelhança?” (Deputado Arnaldo Comissão)

MAGO


Um grande mago brasileiro irritou-se e fez todos os homens terem o tamanho físico de sua moral. Grandes mudanças ocorreram.   Agora num porta níqueis se carrega tranquilamente  vinte políticos, uma dúzia de artistas da Globo e apertadinho até uma dezena de juízes.

QUE FAÇA DE TUDO


Desde que ele era jovem Madalena, mãe de José, dizia: “Quando for para casar, arrume uma mulher prendada que saiba fazer de tudo, de tudo.” A vida foi passando e José procurando a tal mulher para ser sua companheira, sempre se lembrando dos conselhos da mãe.  A verdade que falar é fácil, encontrar tal mulher muito difícil. Foram várias e nada.  Pois José já tinha completado quarenta anos na solteirice quando na boate da Iracema Vesga conheceu Maricota Perna-Grossa, a dita cuja que sabia fazer de tudo e mais um pouco, mas não exatamente o tudo que pensava sua sogra. E quem pensava que não daria enganou-se, pois deu casamento na igreja, de véu e grinalda, Iracema Vesga de madrinha, Madalena bicuda e o putedo de folga comemorando o casamento da colega.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

ESQUELETOS


Meia-noite. Uma lua de prata brilhava no céu estrelado. Pisava eu com meus sapatos quarenta e dois por uma estradinha deserta, rumando para casa. O vento soprava manso, mas mesmo assim mexia com pequenos arbustos. Tudo calmo na noite, nem um pio da coruja se ouvia. Nisso pensava quando percebi passos atrás de mim, só ouvidos por causa do silêncio absoluto, tão leves eram. Parei para ver quem caminhava junto comigo naquele lugar ermo, ainda mais por aquelas altas horas. E vi: cinco esqueletos completos estavam lá e caminhavam em fila indiana na minha direção. Usavam chapéus, riam e batiam seus dentinhos. Como nunca acreditei em fantasmas, segui o meu caminho sem pressa. Não parei mais, mas podia ouvi-los dizendo: espera, espera aí! Chegando em casa soltei da coleira os meus quatro cachorros. Saíram como loucos. Olhei pra estradinha e ainda consegui ver no clarão da lua um dos esqueletos correndo com uma perna só.