O menino Célio estava morrendo de uma doença rara, tinha ele apenas sete anos e não havia mais esperança de melhora. Num sonho apareceu um anjo e disse que ficasse tranquilo que após morrer iria morar no paraíso verde-amarelo onde tudo era maravilhoso. No dia 15 de novembro de 1915 Célio se foi. Chegando ao tal paraíso verde-amarelo a primeira coisa que disse foi- “ Anjo mentiroso .Paraíso? Isso aqui fede!”
quarta-feira, 21 de março de 2018
PARAÍSO
O menino Célio estava morrendo de uma doença rara, tinha ele apenas sete anos e não havia mais esperança de melhora. Num sonho apareceu um anjo e disse que ficasse tranquilo que após morrer iria morar no paraíso verde-amarelo onde tudo era maravilhoso. No dia 15 de novembro de 1915 Célio se foi. Chegando ao tal paraíso verde-amarelo a primeira coisa que disse foi- “ Anjo mentiroso .Paraíso? Isso aqui fede!”
O ASCENSORISTA
Naquele fim de tarde de sexta-feira o elevador dois do Edifício Gimenez estava lotado, inclusive com um padre e dois pastores evangélicos. Silêncio entre os presentes e ninguém notou o novo ascensorista que hora se apresentava. O elevador subia e descia e não parava em nenhum andar. Interpelaram o trabalhador que disse estar com um pequeno problema que logo seria resolvido. Por alguns minutos ninguém reclamou, mas depois... Após muitas indas e vindas reclamações, o elevador parou num andar não visualizado no painel, a porta se abriu e todos caíram diretamente no fogo do inferno. O ascensorista era o próprio Satanás Ferreira que resolvera começar o final de semana com uma brincadeirinha, digamos, bem quente.
UMA FAMÍLIA DE NEGÓCIOS
-Filho, pega a coisa.
-Coisa?
-Sim, vamos lavar o carro.
-Pegar o lava-jato?
- Puta que pariu, não fala essa palavra maldita!
UNA FAMIGLIA DI AFFARI
-Pai, o Palocci vai nos entregar!
-Pois é. Será que Síria nos recebe como perseguidos políticos?
UMA FAMÍLIA DE NEGÓCIOS- MADE IN 2003
-Pai, e agora sem o nosso partido no governo?
-Bem filho, agora o que nos resta é começar a trabalhar.
CARÁTER
O lodo pode estar em todo lugar
No salão de mármore e ouro
No áspero chão de fábrica
Ter ou não ter os bolsos cheios
Não altera o caráter do ser.
CHAPECÓ- MINHA INFÂNCIA
Bica
d’água
Água
da nascente enchendo o tanque
Tampa
de lata de tinta para brincar de chofer
Flores
copo de leite
Cerquinha
de madeira
Cama
de molas
Galinhas
bicando aqui e ali
Ovos
apanhados no ninho
Pé de
lima espinhento
Um
araciticunzeiro sofrido
Pêssegos
com bicho
Varinha
de cerca viva para meninos marotos
Forno
de barro
Pão
quente
Fogão
de lenha
Pinhão
na chapa
Privada
no fundo do quintal
Empresa
do Lara
Depósito
de cal
Madeira
empilhada
Brincadeiras
de esconde-esconde
Chuveiro
de latão
Medo
do escuro
Páscoa
de parcos chocolates
Festa
de Santo Antônio padroeiro
Natal
de bola e revólver de espoleta
Vizinhos
reunidos
Banhados
a mão
Rãs e
saracuras
Campinhos
de terra
Ida ao
Índio Condá com o pai
Torcedor
do Rio-Grandense e Independente
Matinê
aos domingos no Cine Ideal
Django
Pecos
O
Gordo e o Magro
Cavalaria
americana
Picolés
do Bar Estrela
Gasosa
e sorvete seco no Armazém Palmeiras
Armazém
do Oscar Matte na Getúlio
Os
sinos da catedral bem ouvidos
Missa
com padre Romualdo
Os
caríssimos irmãos do Frei João
A irmã
Gilda do Colégio Bom Pastor
A fila
e o Hino no pátio
O Sete
de setembro
O dia
do boletim
O
campo feito de tijolos para futebol de salão
O
recreio de pão com nata e açúcar
Professoras
Marisa
Lourdes
Avani
Marina
Inezita
São
tantas as lembranças da minha infância feliz
Que só
faz bem recordá-las.
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