As irmãs Ana e Anita brigavam pelo mesmo homem, o galã Diomedes. Ele avisou, elas não ouviram e continuaram brigando. Então no Dia dos Namorados ele fugiu com a sogra.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
DIOMEDES
As irmãs Ana e Anita brigavam pelo mesmo homem, o galã Diomedes. Ele avisou, elas não ouviram e continuaram brigando. Então no Dia dos Namorados ele fugiu com a sogra.
A VIDA E A MORTE- ARTHUR SCHOPENHAUER
Nascimento e morte são condições da vida, e se equilibram, formando os dois polos, as duas extremidades da existência, e ao seu redor giram todas as suas manifestações. Um símbolo da mitologia hindu, a mais sábia de todas, dá como atributo a Siva, o Deus da morte e da destruição, um colar de caveiras e o “lingam”, órgão e símbolo da geração, pois o amor é a compensação da morte, e um ao outro se neutralizam. Para tornar mais evidente o contraste da morte do homem com a vida imortal da natureza, os gregos e os romanos adornavam os seus sarcófagos com baixos relevos figurando danças, caças, lutas entre animais, bacanais e, numa palavra, todos os espetáculos de uma vida mais forte, mais agradável e alegre, e até mesmo sátiros unidos a cabras.
BEIJO DE LÍNGUA
Saí aos pulos da minha casa felpuda, pois ouvi um
grito de socorro rouco vindo do banheiro. Fui procurar para ver o que acontecia
e num canto encontrei uma barata que envenenada, agonizava. Fui ter com ela e
disse-lhe: ‘Não tem jeito amiga, para você não há volta, faça o seu último
pedido. Então gaguejou ela: ‘Um beijo de língua, um beijo de língua... - Puta
que pariu barata morra logo! Saí de fininho antes que meu mole coração fizesse
uma besteira da qual iria me arrepender para o resto da vida.
Pulga Lurdes
TED THOMPSON- SALVANDO O TORTURADO
No seu chalé a beira-mar Ted curtia o sossego do lugar quase deserto. Gaivotas passeavam pegando petiscos, o mar calmo e a brisa suave fazia algo bom como o tempo parar. Caminhar na areia pela manhã e ao final de tarde era o que Ted apreciava muito, além dos saborosos peixes que preparava, sempre comprando frescos dos pescadores. Naquela noite de sábado sentado na pequena varanda completamente no escuro, deliciava-se com as ondas batendo nas pedras à direta do seu recanto, contando estrelas na noite sem luar. Antes da meia-noite pareceu ouvir vozes à sua esquerda e foi verificar. A cem metros de onde estava ouviu gemidos e encontrou um grupo de homens torturando um cidadão mulato, que ajoelhado na areia e de mãos amarradas apanhava no roso e nas costas. Queriam os bandidos saber do pobre homem notícias do irmão, devedor de drogas do grupo. Iriam matá-lo, pois já que o irmão criminoso havia fugido então a família pagaria. Hoje será o irmão, amanhã suas filhas, até que ele apareça para pagar o que deve. O chefe do bando o machucava com cigarro em brasa, mostrando fotos das suas crianças, dizendo que seriam as próximas vítimas se ele não falasse. O coitado chorava pedindo que não fizessem maldade com seus pequenos, todos inocentes. O torturado parecia mesmo não saber de nada. Ted se cansou de ver e ouvir aquilo e como um raio fulminou os cinco bandidos, cada um com um tiro na testa. Não houve tempo para nenhum reagir, nem mesmo dizer ai mamãe. O sangue deles tingiu de vermelho o branco da areia. Atirou os corpos dos criminosos no mar e o levou a vítima até sua cabana para fazer alguns curativos. Deu-lhe uma boa soma em dinheiro e aconselhou-o que na mesma noite pegasse sua família e sumisse do mapa. Depois o levou até a cidade, deu-lhe seu telefone e desejou boa sorte. Feito isso voltou para o sossego da beira-mar.
TED THOMPSON- BADERNA NA NOITE
Já passava da meia-noite e o barulho infernal continuava na casa grande da rua. Além do som alto, muita gritaria e fogos. O bebê doente da senhora Renard chorava muito; o senhor Dalmo, octogenário, sofria dos nervos e toda aquela bagunça fora de hora causava nele um mal terrível; dona Ivete tentava ver um filme, mãos não conseguia ouvir o que diziam. A polícia foi chamada e apareceu uma vez quando os abusados pararam com o barulho para recomeçar depois. Deboche puro. As autoridades policiais não retornaram mais, mesmo após outros chamados. Então Ted Thompson recebeu um telefonema anônimo pedindo ajuda. Como? Sempre que passava por algum lugar e encontrava pessoas honradas deixava seu número caso precisassem. Foi o que aconteceu. Em quinze minutos estava ele em frente ao portão da arruaça. Como sabem Ted não iria conversar; conversar os vizinhos e policiais já haviam tentado. A baderna rolava frouxa embalada por drogas pesadas. Ted olhou para o ambiente, tirou suas conclusões, sacou sua pistola e fez um auê daqueles, arrebentando as caixas de som. Fez estragos também nos automóveis que estavam no pátio. Os malandros fugiam como ratos apavorados, deixando o couro em ásperas paredes. Ted recarregou e passou fogo nas grandes luminárias e fez pedaços das caixas de bebida que estavam sobre o gramado. Dois boys revidaram atirando, azar deles, dançaram no ato. Antes de sair Ted avisou: “Acabem com isso! Darei um jeito em todos se tiver que voltar aqui!” Então foi caminhando em direção à parte escura da rua e sumiu antes da chegada dos policiais. Os ratos então saíram dos buracos para pedir providências, como verdadeiros anjinhos.
Assinar:
Postagens (Atom)
-
“Somo discriminadas, quase párias da sociedade. Mas digo que antes ser pulga que um rato.” (Pulga Lurdes)
-
De férias escolares, Gustavo há dois não dias não saía do quarto, nem para comer. A mãe preocupada chamou que chamou e nada. O pai arrombou ...
-
“Vó, a senhora já ouviu falar em algoritmo?” “Aldo Ritmo? Tive um vizinho que se chamado Aldo, mas o sobrenome era outro.”