segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ABUNDA

ABUNDA
Reunidos os estúpidos
Na beira-mar
Urge dobrar os recolhedores
Pois o belo a porcalhada de lixo inunda
E a imundície abunda.

NORILSK


O pequeno solitário Wladimir de oito anos brincava na neve nos arredores de onde existiu um campo de trabalhos forçados à época de Stalin, em Norilsk. Ao mexer uma pequena pedra aconteceu um estrondo e o lampejo de um raio e milhões de gritos lamuriosos foram ouvidos, saídos da fenda que estava sob a pedra. Gritavam fome! Frio! Dor! Tortura! Queremos liberdade! O pequeno caiu para trás assustado. Enquanto Wladimir tentava entender o que estava acontecendo, os espíritos martirizados pelos comunistas naquele Gulag transformaram-se em pequenos pássaros azuis e saíram batendo asas libertas, felizes finalmente. Cada pássaro que saía da fenda deixava cair uma pena azul que aos poucos formou no branco da neve a frase “Jamais esqueçam quem cometeu essa ignomínia.” Wladimir não sabia porque, mas sentia-se feliz. Ergueu suas pequenas mãos e acenou para os pássaros, que fizeram um bailado em agradecimento e após seguiram para o infinito.

O HOMEM QUE CALCULAVA


Borol. Naquele lugar ermo e destituído de saber apenas Sebastião Andrade sabia fazer cálculos. Calculava para todos; somava, subtraía, dividia. Cálculos pequenos, cálculos grandes. Do pedreiro ao farmacêutico todos usavam seus serviços. E disso ele vivia. Eu disse vivia, pois tudo para ele mudou quando apareceu por lá um mascate vendendo pequenas calculadoras chinesas. Uma bagatela, ninguém ficou sem e o matemático se lascou. Sebastião até tentou comprar todas e mandar o mascate embora, mas não houve jeito: perdeu o emprego de fazer cálculos. Sem perda de tempo o sabido logo aprendeu outro ofício: agora conserta calculadoras chinesas e vai muito bem obrigado.

CLIDE, O VERME ESTÚPIDO


Clide era um vermezinho bem estúpido, sem papas na língua, porém não tinha essa visão de si. Formado e de canudo na mão, cheio da empáfia, deixou de morar no cemitério e colocou-se numa funerária, abandonando os próprios pais. Não pesquisou o suficiente para saber que nela funcionava também um forno crematório. Pois embarcou no primeiro corpo que apareceu e no melhor da degustação foi ao fogo. Labaredas! Labaredas! Teve vida curta, Clide, o vermezinho estúpido.

DEPUTADO ARNALDO COMISSÃO


“Meus filhos sabem que têm um pai ladrão. Sou um desonesto assumido, não fico contando lorotas de que sou honesto como certos tipos fazem.” (Dep. Arnaldo Comissão)


“Perto do Calheiros eu sou um menininho virgem que acredita na cegonha e em Papai Noel.” (Deputado Arnaldo Comissão)

“Fui pela beiradas, devagar e quieto, sem ostentação. Nem o Cunha sabe dos meus podres.” (Deputados Arnaldo Comissão)

“A fruta preferida dos políticos é a laranja; preciso desenhar?” (Deputado Arnaldo Comissão)


“Não sou lá um grande exemplo.  Mas votar no Renan Calheiros? Nem a mão dele eu aperto com medo de ser contaminado!” (Deputado Arnaldo Comissão)


“Roubar eu nunca roubei...Pouco! “ (Deputado Arnaldo Comissão)

MIM

“Vamos parar de falar mal do PT? Usaremos  mímica.” (Mim)

“O álcool nunca é um bom conselheiro. Muito menos em assuntos matrimoniais.” (Mim)

“O PT não gosta do Brasil. O PT está se aproveitando do Brasil.” (Mim)

“Temer não deveria estar no governo; Dilma e Lula deveriam estar presos. O Brasil mostra a cada dia que tem tudo para não dar certo.” (Mim)

 “Nossos poderes: Triângulo amoroso da podridão”. (Mim)

“Ouvir políticos e um saco de vômito: tudo a ver.” (Mim)

“Fazer filhos sem planejar e depender de creches do estado. Trepar é fácil, o duro é sustentar a prole.” (Mim)

“Já fui o rei dos boletos. Eu abria o chuveiro e no lugar de água caiam boletos.” (Mim)

“Eram tantas contas que fiz até um bunker em casa para me esconder dos cobradores.” (Mim)

 “Vinham tantos oficiais de justiça  tanto até minha casa que acabei compadre de meia dúzia.” (Mim)
“Não é porque o marxismo é ateu que nós ateus somos marxistas.”(Mim)

“Se me derem casa, comida, roupa, estudo, tudo em troca de tutela, em troca da minha liberdade, eu digo: Deixem-me nu na beira da estrada!” (Mim)

AMBROSIANAS

“Creio que no próximo ano poderei fazer companhia ao meu pinto. Irei me aposentar. “ (Nono Ambrósio)


”Estou tão acabado que preciso de ajuda até para cuspir.”  (Nono Ambrósio)


“Campeão de reumatismo e impotente. Pórco can! E ainda dizem que é a melhor idade. Imagine se não fosse!” (Nono Ambrósio)

“Hoje ao acordar não conseguia lembrar mais o nome da Nona. Ainda bem que na televisão falavam do Instituto Butantã. Lembrei-me na hora: Cobralina!” (Nono Ambrósio)


“A Nona anda doente e se urina toda. Eu já disse para ela: Deixe de dar dinheiro para sustentar religioso vadio e compra fraldas!” (Nono Ambrósio)

 “A Nona reza muito. Tanto que ontem até Jesus pulou da cruz e pediu para ela parar porque já não aguentava mais.” (Nono Ambrósio)


“A Nona ontem bateu o recorde: 12 dias sem banho corporal, só lavando a área morta.” (Nono Ambrósio)


“Estou na academia. Faço levantamento de muletas e treino engolir comprimidos a seco.” (Nono Ambrósio)