terça-feira, 31 de outubro de 2017

DILMA TONTA


“Dilma continua mais tonta que barata que bebeu inseticida no bico.” (Mim)

SUICIDA

Estava ele sentado na mureta da ponte
O olhar fixo no vazio
A dor agarrada ao seu eu
Sem dar trégua alguma
O rio que representava o fim das dores
O chamava para um abraço
Seu foco era um só
O ápice da desistência
Soltou então seu corpo
E voou para as águas
Sentindo quem sabe arrependimento
Ou alívio por finalmente conseguir matar o desespero que o consumia.

DELÍRIO

Homens estão nos chiqueiros lambuzados de esterco
Mulheres ficam de quatro no pasto e abocanham grama
Vacas sobem nos telhados tendo gatos sobre suas costas catando carrapatos
No boteco cachorros bebem pinga e jogam baralho fazendo algazarra
Andorinhas tomam banho de piscina usando biquínis coloridos
Papai Noel tem as orelhas de um coelho
O pobre diabo e a falta da malvada
É o começo do fim
Delirium tremens.



ENTROU? DURO É ACHAR A SAÍDA

Lá vai o pó pedido passagem pelas cavidades nasais
Entra o líquido para navegar pelas veias
É fumaça subindo ao céu
E seres descendo ao trágico
É relaxamento
Cores
Alucinações
Euforia
Tudo tem seu preço
Duras são as consequências
Dos momentos festivos
Pois quando o pobre dentro do inferno
O capeta fecha a porta e esconde a chave
Que poucos depois conseguem encontrar.

PÃO COM BANANA


“Aqui em casa nem todo dia temos carne. Já pão com banana nunca falta.” (Climério)

SEMPRE


“Antes um pouco doido que um parvo.” (Climério)

TRIPLO OLHO


“Quem sai com mulher alheia coloca olho até nas costas.” (Climério)