sexta-feira, 22 de setembro de 2017


“Quando tenho uma recaída e começo a ficar bem-humorado preparo uma salada de urtiga e tomo uma sopa de pedra.” (Limão)

COISINHAS


“As redes sociais também estão repletas de coisinhas que pouco tem para acrescentar. Ainda não se alfabetizaram e já desejam escrever discursos. ” (Limão)

OVO


Um ovo de galinha. Branco, róseo, azul claro, pintado. Que será desse ovo? Um pinto, depois galo ou galinha, acabando quiçá num frango assado ou cozido e desfiado para recheio? Talvez um ovo frito, ovo cozido, ovo na conserva, uma omelete? Gema e clara separadas; gema na maionese, clara para o glacê. Ovo na farinha, no doce e no salgado. Vejam que um ovo tem diversos caminhos a percorrer até chegar ao nosso estômago. Uns se perdem pelo caminho, mas esses são minoria. Salve o ovo!

NORILSK


O pequeno solitário Wladimir de oito anos brincava na neve nos arredores de onde existiu um campo de trabalhos forçados à época de Stalin, em Norilsk. Ao mexer uma pequena pedra aconteceu um estrondo e o lampejo de um raio e milhões de gritos lamuriosos foram ouvidos, saídos da fenda que estava sob a pedra. Gritavam fome! Frio! Dor! Tortura! Queremos liberdade! O pequeno caiu para trás assustado. Enquanto Wladimir tentava entender o que estava acontecendo, os espíritos martirizados pelos comunistas naquele Gulag transformaram-se em pequenos pássaros azuis e saíram batendo asas libertas, felizes finalmente. Cada pássaro que saía da fenda deixava cair uma pena azul que aos poucos formou no branco da neve a frase “Jamais esqueçam quem cometeu essa ignomínia.” Wladimir não sabia porque, mas sentia-se feliz. Ergueu suas pequenas mãos e acenou para os pássaros, que fizeram um bailado em agradecimento e após seguiram para o infinito.

“Gordas contas bancárias, grandes falsos amores.” (Filosofeno)

“Política nestas plagas é a arte de mamar no estado, roubar e ainda ser condecorado.”(Eriatlov)

“Tentei ler as notícias políticas do Brasil sem tomar o remédio pra vômito. Não deu.” (Eriatlov)