sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

PSDB E AÉCIO NEVES TERIAM ARTICULADO URGÊNCIA EM PACOTE ANTICORRUPÇÃO

Deu na VEJA:
Nenhum senador do PSDB votou a favor da manobra para acelerar a votação do pacote anticorrupção no Senado. O resultado da votação, entretanto, disfarça os acordos costurados ao longo da tarde de quarta-feira. Interlocutores que participaram das reuniões garantem: Aécio Neves (MG) foi o primeiro a articular a urgência da votação e o PSDB prometeu votos no requerimento, mas não cumpriu.
Presidente do PSDB, Aécio trabalhou ao longo da tarde para costurar o acordo, que foi fechado com lideranças do PMDB, PT, PSD, PP e PTC. O tucano foi o principal articulador do pedido de urgência, afirmam fontes. Se fosse aprovado o requerimento, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que é relator do abuso de autoridade, assumiria também o pacote anticorrupção para apresentar parecer favorável a todas as modificações feitas na Câmara. De acordo com o Ministério Público, o projeto foi desvirtuado pelos deputados.
Na noite desta quarta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conduziu a manobra. O peemedebista, que não costuma perder votações e, quando observa clima desfavorável, prefere suspendê-las, acabou derrotado por 44 votos a 14.
À primeira vista, Renan pareceu sozinho em sua articulação. Mas, na realidade, líderes que participaram do acordo acabaram desistindo diante da reação do plenário. Renan insistiu na votação porque confiou no acordo firmado mais cedo. Senadores que estiveram em um jantar natalino na casa de Eunício Oliveira (PMDB-CE) após a votação relataram que houve constrangimento entre aqueles que prometeram o voto, mas não entregaram.
[…]
As maiores críticas, entretanto, recaíram sobre o PSDB. De acordo com um dos senadores que participou das reuniões para a manobra, a bancada tucana foi orientada a votar fechada contra o requerimento de urgência quando Aécio notou que iria perder. Desta forma, o partido sairia insuspeito.
Em sendo isso verdade – e não tenho motivos para duvidar que seja – trata-se de mais uma prova de como o PSDB e o senador Aécio Neves não estão à altura dos desafios nacionais, são parte do problema, não da solução. Medo da Operação Lava Jato, da lista da Odebrecht? Provavelmente.
O fato é que os tucanos, especialmente aqueles da velha guarda, fazem parte dessa podridão que precisa ser mudada. FHC, Aécio Neves e José Serra chegaram a enaltecer o ditador cubano Fidel Castro, o que comprova como preservam um viés esquerdista inaceitável. As decepções não param!
Precisamos de algo novo mesmo, de liberais e conservadores que venham de fora do sistema, “outsiders”, desafiando o establishment corrupto e esquerdista. Esperar de “lideranças” como Aécio Neves, que se mostraram totalmente pusilânimes nos últimos anos, talvez por rabo preso, alguma efetiva liderança no processo de reconstrução do Brasil, parece algo simplesmente absurdo.
O antigo PSDB não tem espaço no Novo Brasil que estamos – população brasileira – lutando para construir.
Rodrigo Constantino

AS 7 LIÇÕES DO MCDONALD’S. OU: O QUE JAY LENO, JEFF BEZOS E OUTROS 20 MILHÕES DE AMERICANOS TÊM EM COMUM?

Escrevi um artigo hoje que está tendo boa repercussão, sobre como os sindicatos, ao pressionarem por um salário mínimo elevado, acabaram prejudicando trabalhadores mais jovens ou humildes, que fritam hambúrguer no McDonald’s no começo de suas carreiras ou como alternativa à mendicância estatal que mata a dignidade de pessoas dignas.
Faço agora uma espécie de follow-up, com uma informação que a maioria desconhece: milhões de americanos começam suas carreiras justamente atrás da chapa de um McDonald’s, inclusive pessoas que hoje são ricas e famosas. Gente como o comediante Jay Leno, ou como o bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon, ou como a atriz Andie MacDowell, ou ainda Andrew Card, ex-Chefe de Gabinete da Casa Branca.
Todos eles têm em comum com outros 20 milhões de americanos esse primeiro emprego em seus currículos: “fritar hambúrguer”. É o que mostra o livro de Cody Teets, Golden Opportunity: Remarkable Careers That Began at McDonald’s. Nessa resenha de George Anders para a Forbes, fica claro que todos eles aprenderam algumas importantes lições nesse período inicial de suas vidas profissionais. Sim, fritando hambúrguer! Eis as 7 lições:
1- Se tornar realmente bom em rotinas, já que o mundo costuma recompensar a ordem e a disciplina;
2- Se divertir com seus colegas, não importa quem eles sejam;
3- Aprender a lidar com o público;
4- Solucionar problemas com rapidez, sem criar novos problemas;
5 – Como gerente, espernear menos, redirecionar mais as tarefas para vê-las executadas;
6 – Os melhores empregados não necessitam de muito controle;
7 – Fomentar seu próprio talento, promovendo pessoas que dão duro e são capazes.
Lições básicas, mas que só acabam absorvidas mesmo na prática, ao longo da rotina. É por isso que a jovem bilionária Lynsi Torres atribui sua fortuna superior a US$ 1 bilhão aos tempos em que ficava flipping burger atrás do balcão no McDonald’s. Em Hollywood também temos várias celebridades, tais como Rachel McAdams e Sharon Stone, além de cantores como Seal e Pink, que passaram por redes de fast food no começo de suas carreiras.
Aqui nos Estados Unidos não há demérito algum nisso. Pelo contrário: é coisa mais comum do mundo ir ao supermercado e encontrar o filho do vizinho trabalhando no caixa, ou ver no balcão da lanchonete pessoas com bom nível social. É que o trabalho enobrece, e essa é a mentalidade por aqui, ainda. Algo que os sindicatos e os “progressistas” pretendem destruir, substituindo o trabalho duro pelas esmolas estatais, para criar dependência.
Quem tem medo do trabalho? Não aqueles que assumem as rédeas de seu destino e não demonstram vergonha alguma em trabalhar, ainda que flipping burgers, pois vergonha mesmo sentiriam se tivessem que pedir esmolas estatais ou viver da pilhagem do trabalho alheio, como fazem os sindicalistas e os políticos de esquerda.
Rodrigo Constantino

RENASCER

Pobres ou ricos
Feios ou bonitos
Todos com suas alegrias e dores
Não há quem escape desta 
A vida é uma carta fechada
Porque cada novo dia é uma incógnita
E assim sob sol ou chuva
Cada novo amanhecer é o renascer da esperança.

DESGRAÇA

Sou da paz e graça
Não gosto de multidão que bagunça e arruaça
Náuseas me dá a trapaça
Então quando tenho que conviver por falta de opção
Com este governo desgraça
Chego a pensar até na cachaça
Que é desespero e não solução.

PREGUIÇA

Acordando hoje com dois quatis nas costas
Exaltando a siesta mexicana
Lembrei-me da história do sujeito
Que de preguiça morria de fome na cama

Foi então que alma boa
Ofereceu-lhe vida afora
Arroz com casca em qualquer demanda
Para aplacar sua fome a qualquer hora

Sabendo disso o sujeito
Do arroz com casca e não cozido
Agradeceu do vivente a nobre  fidalguia
Mas que ante o trabalho da descasca
A boa morte preferia.

PASSARINHOS

Depositei farelos de pão
Num cantinho da minha rua
Chamando boas alminhas voadoras para uma refeição
Vieram pombas 
Pardais 
Sabiás 
E bem-te-vis
Bicar com satisfação
Mas ninguém ficou mais feliz do que eu
Vendo eles livres e tão perto de mim.

O IRMÃO DO SIM

Pais que dos filhos escravos
No sentido de fazer vontades
Esquecem-se de que um dia partirão
E deixarão os rebentos no mundo
Para enfrentar a dura vida realidade
Amor carinho e ternura
Favorece o relacionamento
Porém devem  observar
Que o sim
Tem um irmão que se chama não.