LAMBUZANDO-SE NO MELADO
Em hotéis de luxo, era frequente membros das comitivas presidenciais implicarem até com a mobília, exigindo sua troca. Sempre aos gritos.
domingo, 2 de outubro de 2016
DIPLOMATAS COMEMORAM O FIM DA ‘BAIXARIA PT’
Diplomatas brasileiros comemoram, mundo afora, o fim da baixaria que marcou as viagens internacionais dos governos do PT. As comitivas oficiais, de Lula ou de Dilma, tratavam os diplomatas como “criados”. E ainda deixavam para trás problemas para as embaixadas resolverem, como quando uma nora do ex-presidente Lula achou de meter na mala ricas toalhas e lençóis do hotel. Pagos, depois, pelo contribuinte, claro.
ELA NÃO GOSTA DELES
No exterior, a ex-presidente Dilma costumava humilhar diplomatas, referindo-se a eles com ironia até diante de próceres estrangeiros.
OVOS CAIPIRAS À MESA
Dilma usava diplomatas, como ocorreu em Londres e Oslo, ordenando até que lhe fritassem ovos “caipiras”, que sempre levava na bagagem.
Cláudio Humberto
Teoria dos jogos e o voto útil Por Luan Sperandio Teixeira
Há um famigerado sentimento de desinteresse no tocante às eleições, ocasionado por diversos fatores.
O voto é uma tomada de decisão, mesmo que no sistema eleitoral brasileiro este seja compulsório, posição que discordo veementemente: a ideia de uma democracia obrigar a votar é um contrassenso. Seria útil, inclusive, que os candidatos tivessem de convencer o eleitorado que “vale a pena” exercer um direito para votar nele.
Outro desestimulante fator é a repetição: quando estamos doentes e ao tomamos um remédio a dor não passa, significa que o diagnóstico está errado. Logo, buscamos outro remédio. No Brasil a lógica se inverte: mesmo havendo reiterados erros, os candidatos insistem no mesmo diagnóstico, talvez por conveniência deles e inércia do eleitorado, prometendo somente aumentar a dose do remédio, o que obviamente não resolverá o problema.
Ademais, há como panorama de um lado uma maioria de candidatos que prometem coisas pelas quais não tem competência legal para fazer, mesmo se eleitos. Do outro, uma maioria de eleitores que sequer sabem a função de cada cargo pelo qual ajudarão a escolher quem ocupará.
Casos assim, bem como disputas de candidaturas pelo poder e não debates ideológicos, aliados a recorrentes escândalos de corrupção, levam a descrença e o sentimento de que “político é tudo igual”, promovendo o referido desinteresse. É perceptível a necessidade de uma mudança cultural, mas o que fazer enquanto isso não ocorre?
No que se refere à Teoria da Tomada de Decisão, o matemático americano John von Neumann formulou a “regra minimax”, segundo a qual em qualquer situação a melhor estratégia é minimizar a perda máxima.
Na prática, eleição é votar no menos pior, não existe um messiânico salvador da pátria. Mormente no Brasil, em que estadistas são escassos, preteridos por uma classe política com viés populista, que compromete o futuro das próximas gerações pensando unicamente em sua manutenção no poder, confrontante aos ensinamentos de James Freeman Clarke.
Logo, não há fórmula mágica. É escolher entre o péssimo e o ruim. É inglório, todavia, abster-se do debate não será melhor.

Vejamos: você está machucado, andando com dificuldades. Não há como alternativa a cirurgia, que resolveria o problema na perna. Como soluções propostas há tão somente duas alternativas: um tiro no pé ou um tiro no estômago. Qual você escolheria?
Percebam que ambas as escolhas são ruins. Você já está com dificuldades de locomoção e um tiro no pé fará ter mais dificuldades, entretanto, a segunda alternativa, um tiro no estômago, apresenta-se bem pior, haja vista que impedirá até mesmo andar.
Entrementes, não escolher uma deles gerará uma terceira consequência: levar um tiro às cegas. Fechar os olhos ao deparar-se entre o candidato ruim e o péssimo, provavelmente significará a vitória do péssimo.
Por conseguinte, configurado esse panorama, participar das eleições votando estrategicamente para minimizar a perda máxima (a eleição do péssimo) não é condenável: é questão de sobrevivência.
Do Baú do Janer Cristaldo- sexta-feira, agosto 18, 2006
MADALENA TARDIA ALEMÃ
Günter Grass evocou hoje à noite, em entrevista à TV alemã, sua "cegueira" na época da juventude, diante do regime nazista e de Adolf Hitler. Disse ainda que não participou de qualquer crime por ter feito parte da Waffen SS, corpo de elite militar dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Se não participou de nenhum crime, por que só fazer esta confissão aos 78 anos? Por que tantas décadas de silêncio? Seriam também cegos os seus contemporâneos, que nunca viram o jovem Grass ostentar um flamante uniforme das SS?
Os intelectuais da Svenska Kungsliga Akademie já estão pondo as barbas de molhos por ter concedido o Nobel a um nazista. Em verdade, não precisam ter tais pruridos. Afinal, já premiaram stalinistas como Sholokov e Neruda e nunca pensaram em desculpar-se por isso.
Günter Grass evocou hoje à noite, em entrevista à TV alemã, sua "cegueira" na época da juventude, diante do regime nazista e de Adolf Hitler. Disse ainda que não participou de qualquer crime por ter feito parte da Waffen SS, corpo de elite militar dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Se não participou de nenhum crime, por que só fazer esta confissão aos 78 anos? Por que tantas décadas de silêncio? Seriam também cegos os seus contemporâneos, que nunca viram o jovem Grass ostentar um flamante uniforme das SS?
Os intelectuais da Svenska Kungsliga Akademie já estão pondo as barbas de molhos por ter concedido o Nobel a um nazista. Em verdade, não precisam ter tais pruridos. Afinal, já premiaram stalinistas como Sholokov e Neruda e nunca pensaram em desculpar-se por isso.
VENTO
VENTO
Vento que
corre o mundo
Que derruba
fruta e chapéu
É o mesmo
vento que baila em redemoinho
Levando
folhas caídas para o céu.
ANTES GATO
ANTES
GATO
Quando jovens temos a ilusão
De que o tempo não passará
E que a
juventude não fugirá como as corredeiras de um rio
Porém a
realidade bate
Quando as
garotas que antes te chamavam de gato
Agora te
chamam de tio.
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“Vó, a senhora já ouviu falar em algoritmo?” “Aldo Ritmo? Tive um vizinho que se chamado Aldo, mas o sobrenome era outro.”

