quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Jardim de imbecis
“Somente educação de qualidade e muita leitura extracurricular poderá salvar o Brasil de se tornar um imenso jardim de imbecis.” (Filosofeno)
DILMA, POR NÃO TE CALAS?
DILMA, POR NÃO TE CALAS?
Dilma, tu ainda falas?
Por que não te calas?
Teu reino caiu de podre
Tu és incompetente e medíocre
Um zero enorme que assombra onze milhões de desempregados.
BOA EDUCAÇÃO E SIMPATIA
BOA EDUCAÇÃO E SIMPATIA
Tal é a
carantonha
Que assusta
quem por perto está
Não sei por que
não tentam
Um
cumprimentar alegre
Saber dizer com licença
Por favor
Muito
obrigado
Que não são
chaves
Mas que abrem
muitas portas.
CPI PODE LEVAR ATOR JOSÉ DE ABREU PARA DEPOR
Metro Jornal
O ator e ativista do PT José de Abreu pode encarar a Polícia Federal em sua porta, para conduzi-lo sob vara para depor na CPI da Lei Rouanet. A informação é do colunista do Metro Jornal Cláudio Humberto. Crítico feroz do atual governo, José de Abreu já disse que não precisaria de convocação, pois “só um convite e o envio da passagem Paris-Brasília” bastaria a ele. Ele passa uma temporada na França. “Se for necessário, mandaremos buscá-lo de jatinho da PF”, respondeu o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), que o convocou, entre outras coisas, para interrogá-lo sobre os R$ 299 mil que arrecadou, via Lei Rouanet, e não cumpriu o dever de prestar contas, segundo o parlamentar. Sóstenes também provocou José de Abreu ao dizer que vai à CPI de guarda-chuva: “Ele gosta de cuspir nos outros”, afirmou sobre o ator, que cuspiu em casal num restaurante, em 2013. Na ocasião, o ator foi insultado pela dupla por conta da sua posição política. O clima para Zé de Abreu, aliás, não é bom na CPI, e não só por causa de Sóstenes Cavalcante. Quem preside os trabalhos, Alberto Fraga (DEM-DF), já lembrou que a comissão “tem poder de polícia”.
O ator e ativista do PT José de Abreu pode encarar a Polícia Federal em sua porta, para conduzi-lo sob vara para depor na CPI da Lei Rouanet. A informação é do colunista do Metro Jornal Cláudio Humberto. Crítico feroz do atual governo, José de Abreu já disse que não precisaria de convocação, pois “só um convite e o envio da passagem Paris-Brasília” bastaria a ele. Ele passa uma temporada na França. “Se for necessário, mandaremos buscá-lo de jatinho da PF”, respondeu o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), que o convocou, entre outras coisas, para interrogá-lo sobre os R$ 299 mil que arrecadou, via Lei Rouanet, e não cumpriu o dever de prestar contas, segundo o parlamentar. Sóstenes também provocou José de Abreu ao dizer que vai à CPI de guarda-chuva: “Ele gosta de cuspir nos outros”, afirmou sobre o ator, que cuspiu em casal num restaurante, em 2013. Na ocasião, o ator foi insultado pela dupla por conta da sua posição política. O clima para Zé de Abreu, aliás, não é bom na CPI, e não só por causa de Sóstenes Cavalcante. Quem preside os trabalhos, Alberto Fraga (DEM-DF), já lembrou que a comissão “tem poder de polícia”.
OS SÓCIOS DO ESTADO E SEUS DIVIDENDOS por Percival Puggina. Artigo publicado em 27.09.2016
Minutos após as tenebrosas revelações da força-tarefa da Lava Jato sobre as atividades do companheiro Antônio Palocci, o PT descobriu que escandaloso, mesmo, é o ministro Alexandre de Moraes que mostrara, na véspera, saber que havia uma operação prevista para a semana que iniciava.
Literalmente, o país ficou mais abandalhado ante as provas de que o ex-prefeito de Ribeirão Preto tinha conta corrente no setor de propinas da Odebrecht. Os números são de deixar Donald Trump de cabelo em pé. O "italiano" titular da conta movimentou R$ 216 milhões no caixa subterrâneo da empresa! Note-se que Palocci não era sócio da Odebrecht recebendo dividendos. Por sua autoridade, até prova em contrário, operava como representante do PT, recebendo dividendos societários auferidos pela sigla na condição de sócia do governo. Ou propina, como afirmaram, de modo mais tosco, os policiais federais e os procuradores da república atuantes na operação.
Mário Sabino, do blog O Antagonista, em texto de ontem (26/09), lembrou que o COAF, em 2015, havia localizado operações financeiras extraordinárias nas contas de algumas lideranças do então partido governista, a saber:
Lula movimentara 52,3 milhões de reais; Antonio Palocci, 216 milhões de reais; Fernando Pimentel, 3,1 milhões de reais; Erenice Guerra; 26,3 milhões de reais. Ou seja, um total de quase 300 milhões de reais.
Qual a atitude dos líderes petistas, no ano passado ou agora, face a tais revelações? Deram alguma explicação? Escandalizaram-se? Solicitaram investigação interna para esclarecer os fatos e o destino dos milionários créditos? Eximiram o partido de qualquer responsabilidade? Emitiram sinal de constrangimento? Não. Arregaçaram as mangas, gargarejaram mel com limão e foram aos microfones atacar o boquirroto e infeliz ministro da Justiça.
Os deputados federais petistas Paulo Teixeira e Paulo Pimenta não precisaram contar até dez antes de proporem à CCJ da Câmara a convocação do ministro fanfarrão para as necessárias explicações. Vanessa Grazziotin fez o mesmo no Senado. Dilma Rousseff, desde a constelação Alfa Centauro, usou as redes sociais para diagnosticar que o país vive uma "situação grave" e que "estamos caminhando para o Estado de Exceção" (ZH de 27/09).
Passaram-se as horas, virou o dia, e até este momento, o único a dar explicações foi o ministro Alexandre de Moraes, já com o pé na soleira da porta de saída. Não sei por que razão me vieram à mente estas palavras de Josué Montello ao descrever a decadência de uma cidade em Noite sobre Alcântara:
"De repente, já longe, teve a sensação nítida de que ia andando pela alameda de um cemitério. As casas fechadas eram sepulcros e ali jaziam condes, barões, viscondes, senadores do Império, deputados, comendadores, sinhás-donas, sinhás-moças, soldados, mucamas, juízes, vereadores, sacerdotes. Somente ele, assim desperto dentro da noite, estaria vivo na cidade de mortos. E uma impressão instantânea de frio gelou-lhe as mãos e os pés, com a ideia de que, também ele, ia permanecer em Alcântara para sempre, encerrado no mausoléu de seu sobrado."
THE ROMELÂNDIA POST- STF decide julgar senadora Gleisi Hofman e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, ambos do PT
Já estou achando que do PT sobrará apenas os militontos. Os graúdos corruptos no SPA da Dona Justa.
Artigo, Tito Guarnieri - "Ditabranda" e golpe
Artigo, Tito Guarnieri - "Ditabranda" e golpe
O jornal Folha de São Paulo tem se referido ao presidente Michel Temer, em editoriais, como “Temer Golpista”. É um desrespeito aos fatos e aos leitores. Cai bem no figurino de um estudante secundarista, desses que queimam pneus e invadem escolas, mas não de um grande jornal. Talvez o jornalão queira compensar, nas esquerdas, a gafe histórica de cinco ou seis anos atrás, quando afirmou que o regime militar de 1964 não foi uma ditadura, mas uma “ditabranda”.
Que um ou mais dos muitos colunistas do jornalão paulista chame Temer de golpista, vá lá. Mas o editorial reflete a posição do jornal, vale dizer, para a FSP o impeachment foi golpe. Sorte da Folha e de toda a imprensa que o “golpe” foi tão brando – este sim - que vigoram no País as mais amplas liberdades civis e políticas, o Congresso está aberto, a Justiça funciona e os jornais dizem o que bem entendem, até mesmo chamando o presidente de “Temer Golpista” em editorial.
Se todos fizessem o raciocínio cretinoide do jornalão paulista, quem pensa diferente deveria se referir ao ex-presidente Lula como Lula Réu da Lava Jato, ao PT como PT - o Partido Mais Corrupto da História, e à Dilma, como Dilma - a Pior Governante do Brasil de Todos os Tempos.
A estrela cai
O Partido dos Trabalhadores derreteu nas eleições municipais deste ano. Nas eleições de 2012 o PT apresentou, em todo o Brasil, 41.756 candidatos a vereador, prefeito e vice-prefeito. Agora, em 2016, o número de candidatos do partido desabou para 24.269.
Em 2012, ficava atrás só do PMDB em número de candidatos. Em 2016, está atrás do PMDB, PSDB, PSB, PDT e PP. O PT, nesse critério, está agora mais ou menos do tamanho do DEM e do PTB.
Ao mesmo tempo, nas pesquisas eleitorais deste final de semana, só tem um candidato do partido que lidera nas capitais, em Rio Branco, no Acre. Os candidatos escondem a estrela e a sigla. É pesada a conta das lambanças.
Retórica e ação
O governo Temer, de surpresa, apresentou um projeto de mudanças no ensino médio do País. Antes mesmo de ler com atenção, as forças retrógradas de sempre caíram de pau na proposição.
É o mantra ordinário: o projeto não foi discutido com a sociedade. Ora, se existe algo que não falta na reforma do ensino, nestes 13 últimos anos, é a discussão, o debate. E no entanto, o ensino médio – e não só ele – ou fica na condição sofrível em que está ou ainda decai em qualidade.
Era de esperar de um governo “popular” que a educação fosse uma prioridade real, e não dessas urgências que só existem nos discursos de candidato. Mas não há instância da educação brasileira, nestes anos de lulopetismo, que não se tenha degradado. Uma das razões está bem à vista: o debate sobre a matéria, entre especialistas e na sociedade, é um meio que, nunca concluído, acaba por se transformar num fim em si. Dizendo de outro modo, muita retórica e pouca ação.
A grita em curso é porque a proposta não é “deles”, não vem “das bases”. Não sendo deles, é imprestável. E apresentada assim, em tempo recorde, lhes rouba a prática execrável de enxugar o gelo em consultas intermináveis, de modo a que – no final – tudo permaneça como está.
titoguarniere@terra.com.br
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