sábado, 13 de agosto de 2016
Orgulho?
“Acho que não deveríamos demonstrar orgulho por nascermos aqui ou acolá. É algo fortuito. Importa sim é a qualidade do ser que somos. Eu, por exemplo, poderia ter nascido cachorro em qualquer lugar. Para um cão com certeza não importa a nacionalidade que carrega.” (Eriatlov)
DO BAÚ DO JANER CRISTALDO-quinta-feira, julho 21, 2005 A CHISPA DA FERRADURA
"Quem começa a mentir, não pára mais" - disse recentemente Luis Ignácio da Silva Lula.
Eu, que vivo me queixando da incultura do presidente, dou a mão à palmatória. Mesmo entre analfabetos, encontramos momentos de profundo conhecimento de si mesmo. Como diria Agripino Grieco, é a chispa da ferradura quando bate na calçada.
Eu, que vivo me queixando da incultura do presidente, dou a mão à palmatória. Mesmo entre analfabetos, encontramos momentos de profundo conhecimento de si mesmo. Como diria Agripino Grieco, é a chispa da ferradura quando bate na calçada.
DO BAÚ DO JANER CRISTALDO- quinta-feira, julho 28, 2005 QUANDO MALA É DIZ-QUE-DIZ-QUE
"Estamos vivendo uma crise política. É um tal de diz-que-diz-que, eu não sei como vocês estão se sentindo. Eu me sinto indignado" - disse o Supremeo Apedeuta da Nação em discurso em Bagé. E repetiu: "Me sinto indignado".
Malas cheias de reais e dólares voam pelo Brasil - e certamente para muito além do Brasil -, os cheques da corrupção se cruzam na contabilidade dos bancos, as provas do mensalão se acumulam, e o indigitado, digo, indignado presidente fala em diz-que-diz-ques. Sente-se indignado, mas fez tudo o que podia para impedir a CPI do mensalão. Como a pressão da imprensa e da opinião pública se impuseram, teve de engolir a CPI de cabo a rabo e agora inclusive se jacta de tê-la desejado.
Poderosos, esses diz-que-diz-ques. Já derrubaram a Eminência Parda de seu governo, mais uma dezena de ministros, isso sem falar nos altos próceres do sedizente Partido dos Trabalhadores. "Eu não faço julgamento precipitado" - continuou Lula -. "Eu, da mesma forma que sou contra a pena de morte, sou contra a condenação a priori de qualquer pessoa".
Mas bastaram quatro palavrinhas de Roberto Jefferson - sem prova alguma de nada - para mandar passear o ministro mais forte de seu gabinete. Perdoai-o, Senhor, ele não tem a mínima noção do que diz.
Malas cheias de reais e dólares voam pelo Brasil - e certamente para muito além do Brasil -, os cheques da corrupção se cruzam na contabilidade dos bancos, as provas do mensalão se acumulam, e o indigitado, digo, indignado presidente fala em diz-que-diz-ques. Sente-se indignado, mas fez tudo o que podia para impedir a CPI do mensalão. Como a pressão da imprensa e da opinião pública se impuseram, teve de engolir a CPI de cabo a rabo e agora inclusive se jacta de tê-la desejado.
Poderosos, esses diz-que-diz-ques. Já derrubaram a Eminência Parda de seu governo, mais uma dezena de ministros, isso sem falar nos altos próceres do sedizente Partido dos Trabalhadores. "Eu não faço julgamento precipitado" - continuou Lula -. "Eu, da mesma forma que sou contra a pena de morte, sou contra a condenação a priori de qualquer pessoa".
Mas bastaram quatro palavrinhas de Roberto Jefferson - sem prova alguma de nada - para mandar passear o ministro mais forte de seu gabinete. Perdoai-o, Senhor, ele não tem a mínima noção do que diz.
ALMA?
ALMA?
Alma algo que não temos
E não é por falta de busca que afirmo
Desde a tenra idade ouço dela falar
Mas nunca vi tampouco senti
Dela dos atos de salvação ou pena eterna
Da pura sem nódoas
Da manchada de pecados
Que vai para o julgamento final
Ó risos que não me faltem
Quando encontrar com tais discursos
Pois o que sai do corpo após o último suspiro
É apenas o odor de carniça que exalam os animais sem vida.
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